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Papo de gandula

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Esperar é preciso

Caros e caras, como todos vocês e, acredito, todo amante do futebol, estou ansioso pelo desfecho do caso da invasão do massagista na partida entre Tupi e Aparecidense do dia 7 de setembro. Um jogo que durou praticamente um mês, dias nos quais as cenas do infame integrante da comissão técnica goiana adentrando o gramado e salvando o gol da classificação do Ademilson não pararam de se repetir em minha mente. Quando por instantes as esquecia, vinha logo aquele amigo do felino da fauna brasileira me lembrando. Isso torna a espera por uma solução ainda mais dolorosa. A parte boa é que nesta quinta acaba, para o bem ou para o mal.

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Que a Aparecidense iria recorrer da punição sofrida na primeira instância no STJD todos tínhamos certeza. Mas me surpreendeu muito o recurso da Procuradoria, que havia pedido uma pena mais branda para o time goiano. Mas a Primeira Comissão Disciplinar resolveu por uma punição mais severa – e tudo dentro do CBJD, diga-se de passagem. Não satisfeito, o procurador-geral, Paulo Schmitt, pediu para retornar ao artigo original. Ora, é como se um promotor pedisse uma pena de 10 anos por algum crime cometido, o juiz ou os jurados resolvem condená-lo a 30 anos por conta da gravidade do fato, e o promotor pedisse para diminuir a cadeia do criminoso. Se bem que, no Brasil…

Bom, o comportamento do procurador-geral é bem estranho. Nas últimas entrevistas que deu sobre o caso, disse que, em seu recurso, pede para que se mantenha a exclusão da Aparecidense através do Código Disciplinar da Fifa. Engraçado que isso só apareceu depois de uma pressão gigante da imprensa dando conta de que a eliminação do goianos era justa e do surgimento em todos os lugares das relações dele com a família do advogado da Aparecidense. A pergunta que fica é: se ele ainda pede que o time de Goiás seja excluído, porque recorrer dando força ao recurso dos condenados em primeira instância? Temos que aguardar a quinta chegar. Assim como aguardaremos para ver se o crime compensa, como bem citou o advogado Mário Bittencourt em defesa dos interesses do Tupi no dia 16. Qualquer decisão que não seja a mesma dada pela Primeira Comissão Disciplinar, com eliminação da turma que tentou aplicar mais uma vez a Lei de Gerson ao futebol nacional, será um atentado ao esporte mais popular do planeta em sua terra mais fértil.

Assim, como um dia navegar foi uma necessidade, hoje e amanhã, esperar é preciso.

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