Com um reforço de peso na delegação e brigando para voltar ao grupo dos quatro primeiros colocados do grupo B da Série C do Campeonato Brasileiro, o Tupi tem confronto direto hoje. Embora a equipe carijó tenha novidade na zaga e dúvidas no meio de campo, a principal atração para o torcedor juiz-forano no embate com o Caxias, às 16h, no Estádio Centenário, em Caxias do Sul, na Serra Gaúcha, estará no banco de reservas nesta 13ª rodada da Terceirona.
Depois de uma cirurgia para reparar uma ruptura do tendão de Aquiles do pé esquerdo e uma recuperação de cerca de seis meses, o ídolo carijó Ademilson, 39 anos, volta a ser opção para o técnico Léo Condé. O centroavante viajou para Caxias do Sul e pode jogar pela primeira vez desde que se contundiu na partida contra o Boa Esporte, em Juiz de Fora, ainda pelo Campeonato Mineiro, no dia 5 de maio.
O centroavante já estava liberado pelo departamento médico desde a semana anterior ao confronto com o Guaratinguetá, no dia 23 de agosto. Mas um problema particular o tirou da viagem ao interior paulista. Agora, o artilheiro alvinegro se colocou à disposição de Léo Condé e disse estar com muita vontade. Na última viagem não pude ir por conta de uma pequena cirurgia pela qual passou minha esposa, mas agora já está tudo bem. Conversei com o Condé e espero ajudar da melhor maneira possível. Estou com muita saudade da rede, ansioso para voltar a jogar e a marcar. Claro, não é o mais importante e sim a vitória do Tupi, mas estou com fome de gol, garantiu.
Mesmo pregando ainda cautela em relação ao retorno de Ademilson, Condé sabe da importância do jogador em seu grupo e pretende utilizá-lo conforme alguma necessidade essa tarde. O treinador acredita que o ídolo alvinegro pode ser o fiel da balança para que o ataque deslanche na competição – em 12 rodadas, apenas na última um atacante, Chico, balançou as redes. Sua entrada vai depender muito da exigência do jogo, não há como a gente forçar ele agora. De qualquer forma, é ótimo contar com um jogador como o Ademilson, até pela quantidade de chances que estamos criando. Na maioria dos jogos a gente vem criando mais do que o adversário. Ele é um atleta que, se tiver duas ou três oportunidades, guarda pelo menos uma. Tem facilidade de finalizar com ambas as pernas, de cabeça e conhece muito de área. Pode ser decisivo, analisa o treinador.
De olho no G4
Na partidas de hoje, Condé não poderá contar com o zagueiro e capitão do Tupi, Fabrício Soares. Helder entra em seu lugar na zaga e desloca Wesley Ladeira para a esquerda do setor. Como o jogo é um confronto direto no qual com uma vitória o Carijó retorna ao G4, o comandante carijó passou a semana tentando uma melhor forma de escalação para enfrentar um adversário que vem de duas derrotas seguidas e jogará pressionado em seu estádio. Assim, o setor de meio de campo mereceu atenção especial, e a briga é pelas duas vagas na cabeça de área. Genalvo, Gustavo, Léo Salino e Filipe Alves são os volantes que disputam um lugar na equipe principal. Mais à frente, Chico, que esteve no banco na primeira metade do empate com o Guaratinguetá e saiu de lá para fazer o gol da igualdade, sai novamente jogando, com Maranhão deixando o time.
Condé acredita na possibilidade de vitória, mesmo com as dificuldades que a partida deve apresentar. A gente sempre procura figurar dentro dos quatro primeiros colocados ou próximos, não deixar distanciar muito. E em um confronto direto, mesmo sabendo das dificuldades que iremos encontrar, conquistar uma vitória. A gente sabe da grandeza do Caxias, das condições adversas que iremos ter lá, mas acredito muito que temos possibilidade de voltar com os 3 pontos. Na pior das hipóteses, que consigamos o empate e, depois, faremos três dos cinco jogos restantes em casa, nos quais estou apostando muito para conseguirmos os resultados positivos e definirmos nossa classificação, projeta.
