O Tupi mandou seus dois últimos jogos – empates de 1 a 1 com Guarani e Juventude – em Muriaé, por conta da reforma do gramado do Estádio Municipal. O técnico do Carijó, Léo Condé, conta muito com o retorno à arena local para a reta final da fase de classificação da Série C, e o Tupi já tem data para voltar: 7 de setembro. Com o adiamento em um dia da partida, a pedido da diretoria do clube (segundo o vice-presidente do Conselho Gestor, Cloves Santos, por conta da desgastante viagem de volta do Rio Grande do Sul e pela expectativa de um público melhor, além da possibilidade de uma promoção), a grama do Mário Helênio ganhou mais um dia de tratamento para ganhar condições melhores.
Na última sexta-feira, a reportagem da Tribuna esteve no Estádio Municipal e pôde constatar que o gramado sofreu com as baixa temperaturas e encontra-se no fim do processo de preparação para receber jogos. Segundo o secretário de Esporte e Lazer, Francisco Canalli, a grama ainda não está em condições ideais, e a próxima semana terá trabalhos intensos no local para que ele esteja na melhor forma possível no domingo. Fizemos uma reunião aqui na segunda-feira com representantes do Tupi e da empresa responsável pela troca do gramado (Biokratos, em parceria com a Magrão Gramas), que nos passou que ele está hoje com 60% do que seria considerado o ideal. O clube optou por jogar aqui no dia 7, então tudo será feito para que as condições melhorem até lá. O frio dos últimos dias e a falta de chuvas, mesmo com o sistema de irrigação funcionando a pleno vapor, foram ruins para a grama. Mas ela já está fixada e conseguimos vê-la brotar. Na segunda-feira (amanhã) acontece a primeira poda e nivelamento da superfície. Já na quarta, quando o Tupi deve treinar, técnicos da empresa estarão acompanhando de perto, explicou.
Desta maneira, o Carijó deve ter somente um ou dois treinos para se readaptar ao Mário Helênio. Pouco, na opinião do técnico Léo Condé. O ideal seria treinar quatro, cinco vezes para nos acostumarmos e ter o campo como um diferencial a nosso favor, conhecendo as novas dimensões (a área de jogo media 110m x 70m inicialmente e passou para 105m x 68m). Entendemos também que tem a parte de cortar a grama e preparar o campo, mas pelo menos três treinos queremos fazer lá, para que os atletas comecem a se acostumar, pois mudou muito.
De qualquer forma, o treinador considera importante voltar a jogar na cidade para a sequência da competição e, para ele, as possíveis dificuldades têm que ser superadas. Era aquilo que a gente tanto queria, voltar a jogar em Juiz de Fora, ter o torcedor do lado e a possibilidade de treinar e fazer valer o mando de campo. Claro que, como a grama foi plantada agora, não está 100% e acho que nem vai ficar até o fim do ano. Mas temos de superar esse obstáculo. Vamos ter boa vontade, trabalhar, conhecer e fazer virar um aliado nosso para voltar a vencer como mandante. Se conseguirmos fazer os 9 pontos (nos três jogos que o time terá) em casa, temos grandes chances de classificação, avalia.
