Ícone do site Tribuna de Minas

Industrial e Nacional decidem o título do Regional de Ubá

PUBLICIDADE

Após quase três meses de disputa, a decisão do Campeonato Regional da Liga Atlética Ubaense (LAU) acontece neste domingo (24), em Ubá. Após disputa ferrenha entre 16 clubes da região ubaense, o Nacional Atlético Clube (NAC), do município de Visconde do Rio Branco (MG), e o Industrial Futebol Clube, de Ubá (MG), chegam à partida decisiva do torneio com total indefinição: no jogo de ida, empataram em 2 a 2 no Estádio José Joseph Lambert, casa da equipe rio-branquense. Os 90 minutos finais serão no Estádio Francisco Parma, o Parmão, a partir das 15h30.

Fora de casa, Nacional irá buscar o pentacampeonato do torneio (Foto: Begins Picture)

Campanha perfeita carijó

Líder do grupo A na primeira fase, o Industrial está invicto na competição. A equipe, que esteve duas vezes a frente no placar no empate há sete dias, mesmo atuando fora de casa, tem campanha de seis vitórias e cinco empates. Buscando seu terceiro título, o Galo Carijó do Triângulo, como é conhecido, jogará sob seus domínios e também tem no fator casa um ponto forte: nas quartas de final e na semifinal, contra Diamantense e Itacaré, respectivamente, o Industrial empatou as partidas de ida como visitante e venceu as partidas de volta como mandante.

PUBLICIDADE

O elenco carijó foi montado a partir da observação do diretor de esporte Geraldo Junior de Souza, o popular Júnior Ganso, ao Campeonato Regional da Liga Esportiva de Cataguases. Deste torneio vieram os treinadores que conduzem o Industrial – Romário e Matheus -, e alguns dos jogadores das equipes anteriormente comandadas. “O Industrial manteve cerca de oito jogadores da equipe do ano passado e, com o time do Recreio que foi campeão da Alec, vieram mais oito atletas acompanhando os treinadores. Assim montamos o elenco”, conta Júnior Ganso.

Anteriormente jogador do Galo Carijó, Ganso tem posição como treinador ou como dirigente da equipe desde meados de 2001. A experiência do diretor ajuda em apontar o fator continuidade como ponto forte da equipe. “Nós modificamos poucas peças desde a primeira rodada e, graças a Deus, o time deu liga e aconteceu de a gente chegar na final”, explica. “Sabemos que a equipe adversária é muito qualificada, é muito boa. É jogo de peixe grande, que não tem favorito e com jogadores que sabem jogar”, analisa Júnior Ganso, que também acompanhava a equipe durante o vice-campeonato de 2017, quando perderam a final para o Núcleo Esportivo, de São João Nepomuceno.

Industrial conta com o apoio do torcedor para chegar ao tricampeonato regional (Foto: Reprodução/Instagram Sh0wdeb0la)

Crescimento no mata-mata

Do outro lado do círculo central estará o Leão da Zona da Mata, que teve campanha irregular na fase de grupos e cresceu com vitórias como visitante nos jogos eliminatórios. Integrante do grupo B, o Nacional teve a pior campanha da fase inicial e conseguiu classificação apenas na última rodada, quando venceu confronto direto pela segunda vaga, contra o Núcleo Esportivo, por 2 a 1. Naquela ocasião, a equipe de São João Nepomuceno precisava apenas de um empate para seguir para o mata-mata.

Nos confrontos eliminatórios, o Portuense – equipe de Astolfo Dutra com melhor campanha na primeira fase – e o Bonsucesso – agremiação ubaense que contou com o meia Ibson, ex-Flamengo – ficaram para trás. Coincidência ou não, as classificações do Leão vieram após empates em Visconde do Rio Branco e vitórias fora de casa, contextos contrários aos sucessos do adversário Industrial.

PUBLICIDADE

Se, agora, o NAC se encontra a uma vitória de conquistar o quinto título regional, a campanha é surpreendente até mesmo para o presidente Wagner Gonçalves. “A gente não esperava conseguir trazer o título para a cidade ou conseguir chegar na final, pelo nível que se encontra o Regional. Mas, no decorrer do campeonato, a gente foi conseguindo modelar esse time e encaixar as peças necessárias”, destaca Gonçalves. A campanha ambígua não é o suficiente para a equipe ser menosprezada, conforme o presidente. “Com certeza a gente não chega como favorito, mas também não chegamos como azarões. O time está demonstrando muita qualidade nesses últimos jogos, desde que passamos para a segunda fase”, projeta.

Sair da versão mobile