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Para surpreender

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O Ginásio da Faculdade de Educação Física e Desportos (Faefid) da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) certamente irá virar um caldeirão na noite desta quarta-feira (26). Às 20h, o renovado JF Vôlei abre a Superliga Masculina 2016/2017 em duelo com o Brasil Kirin (SP), atual vice-campeão nacional. Ao todo, 12 jovens emprestados pelo Sada Cruzeiro e cinco atletas experientes contratados foram escolhidos para receber o comando do técnico Henrique Furtado, também emprestado pela representação celeste, para a disputa da principal competição de vôlei do país e da temporada do time local. Os novatos na elite do esporte campeão olímpico, contudo, não titubeiam em expor o foco de repetir feito na Superliga B, em que foram campeões em 2015 pela segunda equipe da Raposa e ganharam destaque nacional pelo feito inesperado.

Prova disso está na projeção de Furtado, que elencou os objetivos do grupo de média pouco superior aos 20 anos de idade. “Em primeiro lugar temos uma coisa a cumprir, que é não permitir que o time passe pela situação da temporada passada de disputar o quadrangular final (repescagem para não cair). Não será fácil, mas nosso pensamento é trabalhar para dar um passo a frente da última temporada e com o sonho de dar dois, de levar esse clube a um patamar que nunca chegou, que é uma classificação, mas sabendo que temos que cumprir um passo de cada vez. Será uma Superliga muito difícil, tem muitos times com atletas experientes e outros do nosso nível, mas com muitas qualidades também. No nível que esses garotos já jogaram, conseguiram surpreender e fazer coisas além do que se era esperado. Conseguiram jogar uma Superliga B muito boa e depois vencê-la”, avaliou o técnico que conhece parte dos jovens há anos, pelo comando no time de Belo Horizonte, estando à vontade para definir o perfil de cada jogador que defenderá as cores da cidade a partir desta quarta.

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“É um grupo muito dedicado, de jogadores jovens, mas com potencial, que querem assumir um lugar no voleibol brasileiro e estão trabalhando para isso. E outros, mais experientes, têm carreira marcada por serem grandes profissionais, dedicados e de qualidade. Está sendo uma junção muito interessante e no dia a dia estamos conseguindo deixar o grupo muito homogêneo e que seja coeso, buscando desenvolver nossa principal força que será a coletiva”, garantiu Furtado.

 

Ansiedade e entusiasmo

Entre as caras novas, o central Rômulo Batista, 21 anos, acumula passagens pela seleção de base e participou, como titular, de parte da campanha juiz-forana no Mineiro, torneio de caráter preparatório para a Superliga. O promissor meio de rede sintetizou o sentimento do grupo com a oportunidade dada pelo JF Vôlei. “Para mim, que estou iniciando a carreira profissional agora, significa buscar o máximo de experiência possível. É muito difícil sair da base e já entrar em uma Superliga. Está sendo muito bom. E temos um grupo que está trabalhando muito forte para surpreender. A cada treino fazemos o máximo para alcançar nossos objetivos e desfrutar do momento”, contou.

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Imaginando o caldeirão nos jogos como mandante, o central não escondeu a vontade de estar logo em quadra e exaltou a torcida juiz-forana, tradicionalmente especialista e apaixonada por voleibol. “Aquele friozinho na barriga bate, mas é uma animação a mais, ganhamos garra, e estar jogando com essa torcida é o máximo. São sensacionais. Quando escuto eles vibrando com a gente, com certeza, dá um ânimo a mais”, encerrou.

 

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