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Com medalha garantida, Beatriz Ferreira disputa semifinal do Mundial Militar

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A atleta Beatriz Ferreira disputa, nesta semana, sua primeira competição oficial desde a medalha de prata obtida na Olimpíada de Tóquio 2020. Desta vez, a pugilista radicada em Juiz de Fora atua no Campeonato Mundial Militar, em Moscou, na Rússia, e já possui vaga no pódio assegurada. Isto porque a atleta se classificou para a semifinal, com luta nesta quinta-feira (23), a partir das 10h, contra a uzbeque Raykhona Kodirova. Quem avançar decide o ouro, enquanto a derrotada receberá o bronze no torneio internacional.

O evento é disputado por atletas que fazem parte das forças armadas de seus países, caso de Bia, da Marinha. Neste início de ciclo pensando em Paris 2024, a boxeadora já fez duas lutas pela sua categoria, de até 60kg. Na estreia, a brasileira superou a cazaque Aizhan Khojabekova por decisão unânime.

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Reavaliação da luta

Uma polêmica tomou o combate seguinte, válido pelas quartas de final, contra a atleta da casa, Nune Asatrian. Bia comandou o duelo, mas a arbitragem apontou vitória da russa. Insatisfeitas com a decisão, a baiana e sua equipe técnica entraram com recurso em protesto e conseguiram reverter o resultado.

“Segundo os árbitros da partida, eu havia perdido a luta das quartas de final contra a atleta da casa, ficando assim fora do pódio e da chance de lutar pelo ouro. Mas, tanto eu quanto a comissão técnica da Marinha do Brasil ficamos chateados com a decisão, diante do que eu havia apresentado no ringue e assim a comissão brasileira entrou com recurso pedindo a reavaliação da luta, e depois da avaliação de todos da comissão julgadora a decisão é de que fui a vencedora, seguindo assim na competição e na busca pelo ouro. Vou ainda mais forte para buscar esse título”, escreveu Beatriz nas redes sociais.

Agora, a pugilista reencontra a rival que superou, por decisão unânime, nas quartas de final de Tóquio 2020. Certo é que a atleta que mora em Juiz de Fora com o pai, Sergipe, mantém, no início do novo ciclo olímpico, uma marca significativa de que, após quase 30 competições nos últimos anos, só ficou fora do pódio no Mundial de 2018.

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