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‘Não queria estar nessa situação, mas a gente tem que se resguardar’, diz Ademilson, com Covid-19

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Veterano, que buscava ajudar Baeta na luta pela queda do Mineiro, não atuará mais no campeonato (Foto: Fernando Priamo)
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Após uma bateria de exames realizada na reapresentação do Tupynambás, quatro dos jogadores da equipe juiz-forana testaram positivo para Covid-19 e outros oito membros do elenco também tiveram confirmação da doença, mesmo já curados. Além de Léo Franco, Kaíque e Marlon, o atacante Ademilson também apresentou diagnóstico positivo.

Seguindo recomendações médicas, o atleta de 45 anos teve de deixar o local de treinamentos em Xerém (RJ), onde o clube se prepara para o retorno às rodadas finais do Campeonato Mineiro. Em casa, o jogador conta que foi surpreendido com a notícia, já que se sentia bem e não apresentava sintomas característicos da Covid-19 ou qualquer tipo de mal-estar. “Não foi uma boa notícia, mas eu estava tranquilo. O médico passou para mim que o meu quadro já estava bem no final. Mas eu teria que vir para casa, para terminar esse quadro e fazer outro teste depois. Não senti nada, nenhuma espécie de dor. Não queria estar nessa situação, mas a gente tem que se resguardar e também resguardar os próprios companheiros de time.”

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Adelmilson é hipertenso, quadro desenvolvido, segundo ele, em 2013 quando atuava pelo Tupi e foi submetido a infiltrações no joelho para que conseguisse treinar e atuar. O jogador conta que faz uso de medicações para o controle da pressão arterial, mas, mesmo que tal situação seja um favor de risco, não ficou receoso. “Isso não me afetou em nada porque esse quadro de hipertensão foi uma situação que aconteceu há uns anos atrás no Tupi e eu não tenho quadro da doença na família. Tomei uma injeção para poder jogar e treinar, minha pressão foi no céu e eu tive que ficar tomando remédio. Na minha família não tem casos e, por isso, não me trouxe preocupação.”

Com a inesperada confirmação para Covid-19, o jogador não atua mais pelo Baeta no Mineiro*. Agora ele aguarda o contato para a reapresentação visando a Série D do Campeonato Brasileiro, com retorno marcado para dia 19 ou 20 de setembro contra o Bahia de Feira (BA).

Sem Adê, o Leão do Poço Rico volta a campo no retorno do Campeonato Estadual domingo, às 16h, em duelo contra a Caldense pela penúltima rodada da fase de classificação. A equipe juiz-forana, mandante no duelo, fará sua partida justamente na casa do adversário, no Estádio Municipal Doutor Ronaldo Junqueira, o popular Ronaldão, em Poços de Caldas, após a Vigilância Sanitária de Pouso Alegre vetar o jogo que seria realizado no Estádio Manduzão.

O Tupynambás é o último colocado com 3 pontos somados e, se perder para a Caldense, quarto lugar com 17 pontos, tem o rebaixamento sacramentado. Para evitar o descenso, a equipe de Juiz de Fora precisa vencer seus dois jogos – o último contra o Boa Esporte, fora de casa – e torcer por derrotas de Villa Nova (4 pontos), Coimbra (7 pontos) e Boa (8 pontos), clubes que ainda possuem chances matemáticas de continuar na elite estadual.

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