Depois do empate por 0 a 0 com o Villa Nova, na última quarta-feira, em casa, o Tupi se reapresentou ontem à tarde, já iniciando a preparação para o jogo de amanhã, contra o Guarani, de Divinópolis. E se o clube juiz-forano não vai ter refresco na tabela do Campeonato Mineiro, pois enfrenta um concorrente direto à vaga nas semifinais – o Carijó é o quarto colocado, e os visitantes do sábado estão em quinto, ambos com 10 pontos -, pelo menos alguns atletas tiveram um breve descanso.
Um grupo formado pelo goleiro Rodrigo, o lateral-direito Flávio, os zagueiros Silvio e Fabrício Soares, o lateral-esquerdo Michel, os volantes Jailton e Léo Salino, o meia Henrique, e os atacantes Allan e Ademilson, jogadores que atuaram a maior parte do jogo do meio de semana, fizeram um trabalho de relaxamento muscular na piscina da sede social do Tupi, com o preparador físico Luís Augusto Alvim. A outra parte do grupo treinou pela manhã, em Santa Terezinha e, no fim da tarde, todo o elenco se reuniu para um bate-papo e um trabalho técnico-tático com o treinador Moacir Júnior.
Segundo o preparador do Tupi, para suportar a maratona de quatro jogos em 12 dias e estar bem para o confronto de amanhã, o segredo é a recuperação. Agora é só jogar e recuperar, se alimentar bem, descansar e estar pronto para as partidas. Treinar com muita cautela, com muito cuidado, para não acumular cansaço. Precisamos conservar a energia para superar bem essa sequência, que começou no último sábado (vitória por 3 a 1 sobre o América-TO, fora de casa) e continuou nessa quarta-feira (empate com o Villa). Ainda faltam dois compromissos (contra Guarani e América-MG) e uma pequena viagem, lembra Alvim.
De acordo com o preparador, nenhum atleta especificamente preocupa. Mas uma parte do grupo, sim. O desgaste é geral. O cuidado maior é com aqueles que foram a Teófilo Otoni e enfrentaram essa viagem desgastante. De um modo geral, os jogadores são bastante responsáveis, estão se cuidando. Essa conscientização deles ajuda muito nosso trabalho.
Faltou tranquilidade
Para o capitão e centroavante Ademilson, o pouco tempo para trabalhar entre os jogos exige mais tranquilidade durante os 90 minutos, característica que ele mesmo admite ter feito falta no jogo de quarta. Não há tempo para descansar e para treinar. Então, temos que ter tranquilidade nas partidas para minimizar os erros. Até faltou um pouco dessa tranquilidade da minha parte, na hora de finalizar (no fim do primeiro tempo, o atacante perdeu a melhor chance trabalhada pelo Tupi no jogo ao tocar para fora, da entrada da pequena área, um passe de Henrique da direita). Agora é levantar a cabeça e, no próximo jogo, estar mais tranquilo, conseguindo fazer os gols e ajudar a equipe, deseja.
