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Vigarice não é vontade de vencer

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Os pés pelas mãos

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Tudo bem. Eu sei que a Marta rasgou em pedacinhos – como faz com as defesas adversárias – a máxima que rege que futebol é jogo para homem. E faz tempo. Não só ela, é claro! Mas a camisa 10 é o maior exemplo disso. O que é inadmissível nos gramados é a molecagem. Tal como o ato – impensado ou não – do palmeirense Kleber contra o Flamengo. Traquinagem inconsequente que poderia ter causado confusão ainda maior. O fair play não consta nos vernáculos que ditam o esporte, mas é parte inerente da ética que norteia qualquer peladeiro de fim de semana. Entretanto, parece que, para o camisa 30, o código de honra da boleirada é jornal velho para embrulhar peixe.

O que menos importa é se a bola deveria ser devolvida para o lado verde ou o rubro-negro. Foi uma atitude indigesta. O Gladiador quis ser espertalhão e ludibriar os adversários e o árbitro, que tentava apaziguar ânimos exaltados. Nem sendo desleal o camisa 30 foi decisivo. Bem feito! Apelou e perdeu. Por pouco não apanhou. Penso o que aconteceria se aquela bola tivesse entrado. O gol seria válido, o Palmeiras venceria e o espírito esportivo sangraria.

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Não entra na minha cabeça como um jogador com a habilidade de Kleber, que poderia estar disputando a camisa 9 da Seleção, pode ter tais atitudes. Envolver-se em tantas polêmicas. Não conseguir ser digno do respeito dos companheiros de profissão e dos amantes do esporte. Sempre buscando uma artimanha, um pênalti cavado, uma cotovelada, ou uma reclamação fora de hora. Quer ser esperto, mas só prejudica a ele e ao clube que lhe paga o salário.

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O pior de tudo é pensar que o jogador saiu de campo aplaudido pela torcida, que reconheceu raça ou vontade de vencer no ato antiético. Mesmo depois de tudo que o jogador fez em seu flerte com Flamengo, que queria contratá-lo, desrespeitando a diretoria, o clube e os próprios palmeirenses. Tentou evitar a realização de seu sétimo jogo e, como punição, ganhou a tarja de capitão. Sinceramente, eu não entendo. Talvez seja por essas e outras que o futebol brasileiro esteja em um estágio tão desinteressante, com jogadores mimados que pensam ser maiores do que realmente são.

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