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A última cartada: Ademir Fonseca é apresentado no Tupi

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A lanterna do Grupo 14 da série D do Campeonato Brasileiro e as 16 partidas sem vitória do Tupi não desanimaram o novo treinador da equipe, Ademir Fonseca. Na manhã desta quarta-feira (22), o técnico foi apresentado no centro de treinamento do Galo Carijó no Bairro Santa Terezinha e adotou tom de esperança na coletiva que precedeu o terceiro treino do técnico com os comandados em seu retorno à Juiz de Fora.

São três jogos para mudar uma temporada completamente fracassada até o momento. Rebaixamento no Campeonato Mineiro, sem competitividade no Brasileiro da série D e trocas constantes de treinadores ilustram o 2019 do Tupi. O cenário desfavorável foi deixado de lado pelo ex-treinador do Uberlândia, que preferiu destacar o carinho pela equipe juiz-forana treinada por ele em 2001 e 2010. “Voltei pela oportunidade de trabalho. No futebol, nós temos que estar prontos para o desafio e, historicamente, o Tupi já passou por situações muito difíceis e conseguiu dar a volta por cima. Eu conheço bem a história do Tupi e a gente sabe que aqui, tudo acontece. Nós temos que trabalhar muito o lado motivacional dos jogadores, trabalhar bem a cabeça deles que pior do que está, não vai ficar”, reflete o novo comandante.

Velocidade, juventude e experiência

Para espantar a má fase, a receita dada pelo treinador é mesclar velocidade, juventude e experiência na equipe, destacando que não faz comparação com os trabalhos dos técnicos anteriores. “Eu não vi como a equipe estava taticamente antes da minha chegada, então não tenho que achar (que está precisando de alguma melhora). Vou fazer aquilo que eu acho que eu posso ajudar. Eu acho que nós temos que ser uma equipe rápida, com alguns jogadores jovens e outros mais experientes. É usar toda a experiência e mesclar com essa juventude que está aí”, projeta.

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Ademir chega ao Galo após conseguir o vice-campeonato do Módulo II do Campeonato Mineiro com o Uberlândia e, consequentemente, o acesso à Primeira Divisão da competição estadual. No entanto, o treinador adiantou que não há qualquer acordo apalavrado para comandar a equipe do triângulo mineiro na principal competição de Minas Gerais, não fechando a porta, também, para uma permanência em Juiz de Fora. “Não vamos fazer nenhum prognóstico, eu gosto de trabalhar etapa por etapa. Até porque a gente não sabe o que vai acontecer amanhã. Vai que a gente consegue uma sequência boa e as coisas se modificam, o panorama e o projeto modificam. Então vamos a cada jogo”, pondera.

O principal inimigo: tempo

Fonseca é o quarto treinador numa temporada de apenas 15 partidas até o momento. O tempo foi inimigo de seus antecessores no cargo e também vai ser um obstáculo na sua trajetória emergencial a frente da equipe. Anunciado na segunda-feira, o comandante conheceu os jogadores em uma terça-feira movimentada por duas sessões de treinos e, já nesta quarta-feira, após novo treinamento, a equipe viaja para Novo Horizonte. Na cidade, o Carijó enfrenta o Grêmio Novorizontino na sexta-feira (24), às 19h30, em partida que pode acabar com qualquer esperança de classificação. “Eu conheço alguns jogadores do adversário, sabemos que eles têm uma equipe, para a divisão, bem qualificada, mas nada que não possa ser vencido”, ressalta o técnico que, após a partida de sexta, vai enfrentar o Itaboraí no município de mesmo nome, no Estado do Rio de Janeiro, em 2 de junho. E fechando a primeira fase, joga contra o Hercílio Luz, no dia 9 do mesmo mês, no Estádio Municipal.

Saúde

O período no Uberlândia reservou um susto para o experiente técnico de 56 anos. No dia 17 de março, após confronto contra o Serranense, Ademir sofreu um infarto e foi encaminhado para o hospital com estado de saúde grave. Após ser submetido a procedimentos cirúrgicos, como cateterismo e angioplastia, o treinador voltou aos trabalhos 20 dias depois do ocorrido.

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O incidente, após superado, reservou aprendizados ao treinador e foi motivo de demonstrações de carinho de pessoas conhecidas durante sua trajetória no futebol. “Nem para o pior inimigo eu queria que passasse o que eu passei.  São coisas que podem acontecer com qualquer ser humano e eu já estou restabelecido, mas com uma visão da vida um pouco mais tranquila. Eu pude ver, durante meu acidente, o quanto que eu sou querido por torcedores, recebi ligações de pessoas do mundo todo”, lembra.

* estagiário sob supervisão do editor Eduardo Valente

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