Ícone do site Tribuna de Minas

Ranking 2015 fica mais caro

550defbd238f2

550defbd238f2

550defbd238f2
PUBLICIDADE

Foram definidas na última semana quando e por quem serão organizadas e patrocinadas as provas do Ranking de Corridas de Rua de Juiz de Fora 2015. Após reuniões de representantes da Secretaria de Esporte e Lazer (SEL) com interessados em participar da promoção das corridas, ficou definido que este ano a competição terá 12 provas, com início no dia 26 de abril, na Corrida da Saúde Suprema. A Corrida da Tecno Bit encerra o calendário em 6 de dezembro.

A expectativa do secretário de Esporte e Lazer, Carlos Bonifácio, é que a temporada 2015 seja tão boa quanto a do ano passado. “Devido ao sucesso do último ano, optamos por manter as normas técnicas e esperamos que o ano de 2015, com a entrada de novos patrocinadores, seja ainda melhor. Contamos com a parceria do Conselho Municipal de Desportos (CMD), que vai atuar na fiscalização, garantindo a organização das corridas.”

PUBLICIDADE

Mas se as normas técnicas para a competição em 2015 serão as mesmas, os critérios do edital para o patrocínio e organização de provas mudaram. Os organizadores agora terão que arcar com gastos que não tinham em 2014, como a compra de copos d’água, até o ano passado fornecidos pela Prefeitura, através da Cesama, e material para sinalização de trânsito, antes cedidos pela Secretaria de Transporte e Trânsito (Settra). Outro item que vai gerar mais custos para os patrocinadores de corridas é a taxa de 5% do total apurado com as inscrições, que serão destinados ao Fundo Municipal de Apoio ao Esporte (Fumape), gerido pela SEL em parceria com o CMD. Nesse contexto, algumas provas tradicionais não estarão presentes no calendário 2015, como é o caso das corridas da UFJF, Camilo dos Santos/Associação dos Cegos, Mercedes-Benz, Duque de Caxias e 2 de Ouro.

A missão é desafiadora

Segundo quem organiza as competições na cidade, como o empresário Marcos Hallack, da consultoria esportiva SaúdePerformance, responsável pela Corrida do Granbery e pela Meia Maratona de Juiz de Fora, é uma perda considerável. “Infelizmente, a Prefeitura optou por retirar o que anteriormente oferecia. Ou seja, reduziu sua participação nos eventos e causou também uma oneração”, diz o organizador. A coordenadora da Corrida da Ascomcer, Cristina Ferrugini, acredita que será um desafio realizar a corrida, mas não desanima. “Temos uma missão desafiadora, com custos extras. Mas hoje a corrida é o nosso maior evento e, para quem vive de doações como nossa instituição, é muito importante para levantar fundos”, afirma.

Fazendo coro com os colegas, Hugo Amaral, da Vidativa Consultoria, que promove esse ano as corridas da Saúde Suprema, Speed of Sound e Fripai, aponta que o aumento nos custos se refletirá no preço das inscrições. “Houve um aumento nos custos de cada prova, natural por conta dos materiais e por conta dos novos itens de responsabilidade dos patrocinadores. Isso tudo se refletirá na taxa de inscrição.”

No bolso

PUBLICIDADE

De fato, para participar das provas em 2015, o corredor pagará mais caro. Enquanto os valores estavam entre R$ 40 e R$ 60 em 2014, agora estarão entre R$ 50 e R$ 70. Segundo o chefe do departamento de Iniciação, Formação e Rendimento Esportivo da SEL, Flávio Vilella, responsável pela promoção do Ranking, aumentar as taxas foi inevitável. “Por nós e pelos corredores não haveria aumento, mas fica inviável, porque tudo subiu. Então a camisa, por exemplo, que antes se comprava por R$ 12, agora está R$ 18. Diante disso, houve um pequeno aumento.”

Fatura vai para a conta do “ambiente de incertezas”

De acordo Vilella, o atual momento econômico do país foi o que influenciou na saída de alguns promotores de provas. “Pela informação que tivemos, com esse ambiente de incertezas que vive o país, as empresas não quiseram se comprometer a arcar com os custos de uma prova e não conseguir realizá-la. Assim como instituições que sofreram com cortes de verbas na esfera federal e estadual ultimamente. Mas conseguimos atrair novos patrocinadores, como a Tecno Bit, a Pib, a Associação Desportiva Juiz de Fora (ADJF) e o curso Nota 10, e acreditamos que teremos um ranking muito bom.”

PUBLICIDADE

Vilella explica que os itens que este ano terão que ser custeados pelos organizadores sempre foram de sua responsabilidade. “A água, por exemplo, era um bônus fornecido pela Prefeitura através da Cesama, mas estava dentro das responsabilidades dos patrocinadores. Como a Cesama não fabrica mais os copinhos, não há como a Prefeitura arcar com isso. Quanto ao material de sinalização, a mesma coisa. A Settra tem muitos eventos por mês, cerca de 40 a cada 30 dias, e não existe material suficiente para atender a todos. Não foi um corte. Dentro do possível, eles vão ajudar. Recebemos recomendação do secretário (Bonifácio) para ajudar os organizadores na compra desses implementos, assim como na negociação de camisas e elementos para o kit, fazendo a ponte com empresas.”

E os 5%?

A taxa agora cobrada em eventos esportivos na cidade não tem relação com a SEL. “Com relação aos 5% do valor das inscrições, é uma taxa cobrada através da Lei Mário Helênio, pelo CMD, que não vinha sendo cobrada até esse ano. A Prefeitura e a secretaria não recebem esse dinheiro, que vai para o Fumape”, diz. O presidente do CMD, Antônio Pereira de Carvalho Filho, esclarece que a cobrança é parte de uma estratégia de fomento ao esporte local. “Tivemos reduções no orçamento do município voltado para o esporte local. Então procuramos uma saída para isso e encontramos na Lei Mário Helênio. Essa cobrança será revertida para o próprio esporte, pois o montante poderá ser pleiteado através de projetos a serem apresentados à SEL e avaliados pelo CMD”, garante.

PUBLICIDADE
Sair da versão mobile