Ilusão
Caros e caras, um time de futebol pode se alimentar de tudo, de sonho, de esperança, de expectativa, enfim, existem várias maneiras de motivar jogadores, diretoria e torcida. O que não pode haver é ilusão. Pois bem, no primeiro jogo-treino da temporada, contra o Duque de Caxias, o Tupi foi derrotado por 2 a 0 e muitos já se arvoraram em dizer que a equipe tinha que colocar as barbas de molho, isso e aquilo.
Quem esteve no Estádio Municipal naquele 9 de janeiro viu um Tupi, com apenas seis dias de treinamento, enfrentar uma equipe que já vinha de 40 dias de trabalho. Mesmo assim, com os dois times principais em campo, o Carijó se mostrou mais organizado, criou jogadas e chances de gol em sequência, pecando da mesma forma que no ano passado, nas conclusões. Do outro lado, o que se viu foi um Duque de Caxias que não ameaçou de forma contundente a meta carijó em nenhum momento e achou um gol, feito pelo zagueiro do Tupi, contra. Dirigentes e comissão técnica do time carioca deixaram Juiz de Fora confiantes e felizes com a vitória. Iludiram-se.
Resultado: o Botafogo precisou jogar apenas um tempo da estreia do carioca para derrotar o Duque de Caxias por 3 a 0. E só foi isso porque os alvinegros tiraram o pé do acelerador e, ao mesmo tempo, perderam chances de fazer os gols que completariam a goleada.
Da mesma maneira, o Tupi não pode cair na ilusão de que está tudo bem por conta da vitória no jogo-treino do último sábado, por 3 a 1, sobre um combinado de Cataguases. O grande teste da equipe de Felipe Surian nessa pré-temporada será amanhã, quando os carijós vão até Belo Horizonte, enfrentar o Cruzeiro.
De novo, assim como na derrota e na vitória anteriores, o resultado é o que menos importará – embora trabalhar em cima de um triunfo seja melhor em diversos aspectos. O importante diante da Raposa é a equipe já ter uma cara e até mesmo mostrar seus principais defeitos. Isso porque, nas duas semanas antes da estreia, há tempo para correções, para que o time não comece o Campeonato Mineiro baseado em uma ilusão.
