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Os pés pelas mãos

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Caro Santa

Não sou de pedir presentes de Natal. Nem quando criança dava valor a estas datas institucionalizadas como Dia das Crianças ou mesmo o meu aniversário. Presente é bom quando é inesperado ou quando surge um desejo de momento em uma data qualquer. Enfim, peço e presenteio quando dá na telha. No futebol, então, tenho pouco a almejar no momento. O coração corintiano anda em dia com a emoção e com a satisfação. Não faço questão de Pato. Não faço questão de nada. O melhor a se fazer é curtir o momento e rezar pelas graças conquistadas pelas bênçãos de São Cássio e os santos guerreiros Jorge e Paolo.

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Mas, se o tempo é de festa e o tal Papai Noel tão nobre, suplico sem falso desprendimento que não deixe presentes em minha janela. Em troca, peço que olhe com carinho especial para o nosso Tupi, que anda tão necessitado. Que o velho Noel tire do saco – ou seria da cartola? – o espírito do bom senso e da boa vontade e deixe na janela de cada empresário de Juiz de Fora e região, para que tenham a sabedoria de investir no esporte da cidade. Peço também que o nobre Santa – sem ofensas, Nicolau! – dê aos dirigentes carijós o discernimento e a sorte necessária para formar uma boa equipe com os parcos recursos disponíveis. Se o tal Corinthians foi campeão mundial com diversos jogadores que chegaram ao clube na política do bom e barato, como a dupla Ralf e Paulinho, por que não poderia dar certo também com o clube de Santa Terezinha?

Para isso, só espero que a formação do elenco não fique refém apenas da caridade de grandes clubes como Atlético-MG e Fluminense, que sempre acenam com grandes promessas de sua base, porém o que sempre vemos chegar a Juiz de Fora são atletas de menor potencial. Peço também, Papai Noel, que deixe na janela do auxiliar Felipe Surian o presente que ele tanto sonha, e que a diretoria o confirme como treinador do Tupi em 2013. Se quereremos jogadores comprometidos, bom velhinho, é óbvio também que almejamos um técnico trabalhador que sonhe com um futuro melhor para o clube e para si próprio. Por fim, Santa – sem ofensas, de novo – peço que o mundo não acabe hoje e que possamos voltar a ver nosso Carijó de bem com as vitórias e a torcida.

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