A convocação feita por Dunga na última terça-feira mostrou aquilo que todo mundo já sabia: o senhor Carlos Caetano Bledorn Verri não terá vida fácil na Seleção. Como foi com Felipão, será Neymar mais dez. No gol, não temos maiores problemas. O Brasil tem uma escola boa, você fecha o olho, passa o rodo e pega meia dúzia de arqueiros que não farão feio. A zaga também anda bem servida. A cabeça de área, idem. Dali pra frente é que o trem desanda.
Os laterais são medianos. No meio, Dunga manteve o frágil Oscar e o peladeiro Willian por pura falta de opções. E deu justa oportunidade a Ricardo Goulart e Everton Ribeiro que, apesar da excelente fase que vivem no Cruzeiro – Everton Ribeiro ainda mais, desde os tempos de Coritiba -, não têm condições de carregar o piano. Este homem não existe no Brasil. Assim como está em falta um atacante que faça companhia a Neymar.
No momento, Dunga não tem mais material do que Felipão tinha para trabalhar. E é fácil constatar: que grande time da Europa, onde estão os melhores do mundo, tem hoje um jogador brasileiro como protagonista? A esperança é que Gallo descubra novos valores na base. E que esses novos valores não afoguem seu talento em deslumbramento com o primeiro salário milionário.
