Atualizada às 17h58
A primeira partida oficial da história entre Vasco e Tupi, realizada na tarde deste sábado (21) em São Januário, válida pela segunda rodada da Série B, foi decidida nos detalhes. De cabeça, o zagueiro Luan marcou o gol da vitória mandante por 1 a 0, aumentando a invencibilidade vascaína para 29 embates diante de 4.460 pagantes. O Carijó ainda acertou o travessão em duas investidas, com Filipe Alves e Marcos Serrato, e teve o camisa 10 juiz-forano, Jonathan, expulso aos 33 minutos da etapa final. Aplaudido na saída de campo com o restante da equipe, o capitão do Galo, Rafael Jataí, reiterou que “a equipe não se acovardou, foi intensa e teve uma expulsão quando era melhor no jogo. Ainda acertamos a trave duas vezes. Fico chateado porque o árbitro foi muito caseiro e prejudicou nossa equipe. O Tupi não merecia ter perdido o jogo”.
A partida
Nos momentos que antecediam o duelo no excelente gramado de São Januário, a apreensão dos mais de cem torcedores da agremiação juiz-forana, cientes do histórico confronto, contrastava com a perceptível tranquilidade dos vascaínos, invictos há 28 jogos. Em campo, o Tupi formado por Glaysson; Filippe Formiga, Heitor, Rodolfo Mol e Bruno Costa; Rafael Jataí; Jonathan, Filipe Alves, Marcos Serrato e Thiago Silvy; Giancarlo mostrou o cartão de visitas logo aos dois minutos. Jonathan finalizou de fora da área, Martin Silva espalmou e, no rebote, Filipe Alves acertou balaço no travessão, assustando os donos da casa, que perderiam Andrezinho no lance seguinte, lesionado e substituído por Evander. Apesar do alto número de faltas cometidas, o Tupi realizava segura atuação sem a posse de bola, como na estreia. Jonathan, pela direita, e Thiago Silvy, no flanco oposto, eram as válvulas de escape carijó na transição ofensiva insistentemente treinada por Drubscky. Morno, o duelo parecia controlado pelos visitantes, que não eram ameaçados. Parecia. O retrospecto vascaíno deve-se muito, também, às bolas paradas de Nenê. E justamente nesta jogada, aos 37 minutos, que o camisa 10 cruz-maltino achou o zagueiro Luan, que testou a bola para o fundo das redes se aproveitando de falha em saída de Glaysson, abrindo o placar em São Januário.
Drubscky promoveu a entrada de Henrique no intervalo, sacando Filipe Alves. Empurrado das arquibancadas, o confiante Vasco pressionava o Tupi, assustando com finalizações de Nenê, Rodrigo e Thalles. O segundo gol amadurecia, e o técnico carijó, objetivando alternativas, levou o atacante Ygor para o lugar de Thiago Silvy aos 13 minutos. O ritmo vascaíno caiu, e os primeiros espaços da etapa apareceram. Em rápido contra-ataque, Marcos Serrato recebeu bola na entrada da área e arriscou chute com endereço novamente no travessão da meta mandante. Pouco depois, Henrique parou em Martin Silva. O Tupi crescia em campo até Jonathan cometer falta dura, aos 33 minutos, e ser expulso. No minuto seguinte, Drubscky foi obrigado a tirar o centroavante Giancarlo para a entrada de Gabriel Sacilotto. Com a superioridade numérica, só o Vasco atacou. Aos 37 e 42, Thalles e Pikachu, respectivamente, pararam em belas defesas de Glaysson, que por pouco não sofreu gol olímpico de Nenê aos 43, último grande lance de duelo que não será esquecido pelos carijós.
As duas equipes voltam a campo na próxima terça-feira (24), às 21h30. O Tupi, ainda sem pontuar, recebe o Paysandu no Estádio Municipal Radialista Mário Helênio, enquanto o Vasco, líder com duas vitórias em dois jogos, visita o Vila Nova (GO) no Mané Garrincha, em Brasília.
