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Na orelha da bola

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E se?

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E se o árbitro não tivesse dado aquele pênalti para o Avaí contra o Botafogo?

E se o árbitro não tivesse dado aquele pênalti contra o Argentinos Juniors para o Fluminense?

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E se Loco Abreu tivesse errado aquela cavadinha nas quartas de final da Copa da África do Sul?

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E se Michel Cury não tivesse perdido aquele pênalti para o Tupi contra a Caldense no Mário Helênio?

E se Roberto Baggio não tivesse perdido aquele pênalti na final da Copa do Mundo dos Estados Unidos?

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E se não fosse o Romário em 1994?

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E se fosse o Romário em 1998?

E se Vicente Feola não tivesse convocado Pelé para a Copa de 1958?

E se Dunga tivesse convocado Neymar e Ganso para a Copa de 2010?

E se Ditão não tivesse dado aquela bolada no olho de Tostão?

E se Márcio Nunes não tivesse pulverizado o joelho de Zico?

E se Paolo Rossi tivesse ficado encarcerado como devia no presídio de Regina Coeli?

E se Maradona não gostasse tanto de cocaína?

E se o joelho de Ronaldo não fosse tão frágil?

E se Lionel Messi jogasse bola quando o bicho pega?

E se Ronaldinho Gaúcho jogasse bola quando o bicho pega?

E se Kaká jogasse bola quando o bicho pega?

E se Marta fosse homem?

E se todo jogador gay saísse do armário?

E se os árbitros usassem câmeras de TV para apitar os jogos?

E se o Senna não tivesse morrido?

E se o Schumacher não tivesse parado?

E se o Rubinho tivesse acelerado?

E se a gente tivesse uma única resposta que prestasse em vez de um monte de perguntas que não servem para nada?

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