
“Agora vamos ladeira abaixo, soltar o freio de mão e ver até onde esse time chega. É tirar todo o tipo de peso que temos nas costas e tocar para frente.” Com a classificação inédita aos playoffs da Superliga Masculina 2016/2017 conquistada no último sábado (18), após triunfo sobre o Minas Tênis Clube por 3 sets a 2 (parciais de 33×31, 16×25, 25×19, 19×25 e 15×10), o diretor técnico do JF Vôlei, Maurício Bara, admitiu maior tranquilidade para a equipe até o fim da temporada.
Eufórico depois do último ponto do jogo, Bara expôs à imprensa, já mais calmo, entender o resultado como natural no projeto. “Estou conseguindo viver esse momento com muita serenidade e alegria, porque toda vez que você sobe mais um degrau é motivo de satisfação. Estivemos perto por dois anos, mas acho que tudo acontece no momento certo, com maturidade do projeto e das pessoas que trabalham. E ainda assim acho que ainda não fizemos 20% do que podemos pelo voleibol e talvez pelo esporte da cidade. Sabíamos que o objetivo principal era não cair, mas as coisas foram acontecendo, os jogadores abraçaram a ideia, o Henrique (Furtado, treinador) trabalhando de forma espetacular ao lado da comissão técnica, e aí ganhamos uma, duas, jogamos bem e tudo começa”, avaliou.
Agora em sexto lugar, com 27 pontos somados e atrás da melhor colocação possível na primeira fase da competição nacional, os locais têm como subsequente compromisso duelo contra o Bento Vôlei Isabela (RS), amanhã, às 20h, em Bento Gonçalves (RS).
Pé no chão
Em meio à felicidade, porém, Bara não escondeu o pessimismo ao ser questionado sobre a esperança na maior atração do empresariado local. “Não espero nada porque nada de diferente vai acontecer. Tenho gráficos, já saímos de um time que disputava os Jogos de Minas e passou para a liga nacional e nada mudou. Fomos vice-campeões, subimos, nada mudou. E agora nada vai mudar. Precisamos buscar coisas diferentes porque não temos certeza de nada além de que classificamos. O trabalho não para, e a única coisa que eu sei hoje é que vamos investir nossos esforços nas categorias de base. Fora disso é esperar.”
