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Com a bola e em casa Adê projeta jogar mais dois anos

em sua volta ao futebol profissional apos nove anos de inatividate tupynambas fez temporada exemplar e garantiu acesso antecipado com invencibilidade jogando em casa olavo prazeres

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EM SUA volta ao futebol profissional após nove anos de inatividate, Tupynambás fez temporada exemplar e garantiu acesso antecipado com invencibilidade jogando em casa OLAVO PRAZERES
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Em sua volta ao futebol profissional após nove anos de inatividate, Tupynambás fez temporada exemplar e garantiu acesso antecipado com invencibilidade jogando em casa (foto: OLAVO PRAZERES)

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Apenas uma derrota em toda a trajetória na Segunda Divisão do Mineiro, invencibilidade como mandante na competição e em toda a campanha no hexagonal final que já definiu o acesso ao Módulo II. Estes foram os passos dados pelo Tupynambás após nove anos de inatividade no futebol profissional. A subida histórica do próximo degrau pode acontecer hoje, às 11h, quando o Baeta recebe o Patrocinense no Estádio Municipal Radialista Mário Helênio, podendo garantir o primeiro título estadual de sua centenária história em caso de vitória, fato comemorado pelo presidente Francisco Quirino, o Chiquinho.

“Para a instituição esse título será de grande importância. Como presidente me sinto emocionado em falar porque é meu sonho ter o Baeta de volta e proporcionar uma diversão ao povo de Juiz de Fora. É uma pena que o Tupi caiu, mas gostaria que retornasse, assim como a volta do Sport, o que é bom para a cidade”, contou o mandatário.

Outro líder do projeto, mas em campo, o técnico Gérson Evaristo também se mostrou lisonjeado com a oportunidade, diante de vitorioso histórico nas divisões de acesso. “Dar o primeiro título estadual a uma equipe centenária é um dos motivos do gosto especial, é você ser comissionado a resgatar a história do clube. Não foi fácil, houve muitas dificuldades com patrocínio e poder público, mas os jogadores entenderam nossa proposta e fomos coroados com o acesso”, comemorou.

Este será, também, o primeiro caneco de muitos dos seus comandados em atividade, como o goleiro César. “Fizemos um pacto de buscar as vitórias do começo ao fim, não à toa ganhamos jogos com gols no fim. E significa muita coisa pra mim. Vai ser meu primeiro título jogando, tinha o da Série D pelo Tombense, mas sem atuar. Um título nos faz aparecer, mostra que o trabalho foi bem feito e ninguém vai tirar isso da gente”, celebra.

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Segredo

O volante Canário, 21 anos, revela ainda que “parte do segredo dessa campanha é a competitividade. Nosso grupo é muito focado e deu liga. Será muito gratificante porque, independente do título ou de qualquer coisa, fiz muitos amigos e acabou virando parte da minha família.”

Para o duelo que pode ficar marcado para a história, o Baeta deve ir a campo com César; Danylinho, Washington, Vavá e Canário; Caetano, Miguel, Igor Soares e Juninho; Cassiano e Ademilson.

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Surpresa para alguns, certeza para outros, o veterano Ademilson, 42 anos, maior artilheiro da história do Estádio Municipal, com 50 gols, liderou o Baeta já sendo goleador máximo da atual competição, com nove tentos. Após um ano treinando à parte, o atacante não apenas comemorou as atuações, como já alimenta a esperança de mais duas temporadas no futebol profissional. “Acho que em mais dois anos ainda consigo jogar em um bom nível”, revelou.

Com a felicidade perceptível nos treinamentos, o centroavante não vê a hora de poder levantar mais uma taça em sua vitoriosa carreira. “Não tem nada melhor do que ser campeão, ainda mais chegando em uma reta final jogando em casa. É sempre uma experiência nova, boa e acho que esse foi só o começo aqui. Espero que a gente consiga colocar o Baeta na primeira (divisão).”

Volta por cima

A superação após as dificuldades passadas na última temporada defendendo o Tupi não foi esquecida. “É sempre um desafio, até pelo que passei na outra equipe (Tupi). Fiquei um ano afastado, muitos pensaram que eu tinha aposentado, mas pelo contrário. Sempre mantive minha cabeça no lugar e o Baeta abriu as portas para mim, procurei fazer meu trabalho, corresponder à altura da melhor forma possível e agora é só coroar com o título.”

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A volta por cima é clara pela confiança novamente exposta por Ademilson, até mesmo na projeção do duelo contra o CAP. “O Baeta hoje, na terceirinha, é o time a ser batido. Todos querem vencer a gente. E vão ter que correr dobrado pra nos vencer, principalmente no Mário Helênio, onde falo que é minha casa. Faremos de tudo para ser campeões.”

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