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Tupi é rebaixado e põe fim a sonho na Série C

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No dia em que o Tupi não fez valer a estrofe de seu hino que afirma surgir "na luta a chama viva da esperança", e Juiz de Fora só se fez presente no Estádio Municipal pelo azul, vermelho e verde de sua bandeira pintado nas arquibancadas, foi colocado um ponto final na crônica de uma morte anunciada que o clube local escreveu na Série C do Campeonato Brasileiro. O Tupi está rebaixado para a Quarta Divisão do futebol nacional. O triste adeus à Terceirona veio em uma melancólica derrota em casa – mais uma – para o Oeste, sob os olhares frustrados de 445 testemunhas do fracasso carijó.

Dependendo de uma vitória aliada a uma improvável combinação de resultados para manter o sonho de permanecer na Série C, o Tupi entrou em campo com suas esperanças reduzidas a um fio. Rival direto na luta contra o descenso, o Madureira vencia a Chapecoense em seus domínios por 1 a 0, resultado que livrava o clube carioca da ameaça de degola e empurrava o carijó ainda mais para o buraco. Com a bola rolando, os jogadores tentavam superar com galhardia aquilo que foi a tônica da equipe em todo o certame: a inoperância de seu sistema ofensivo. O resultado do esforço foi um domínio atabalhoado e nenhuma chance efetiva de gol.

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Com o ataque pouco eficiente, o zagueiro Sílvio foi o responsável por uma das poucas jogadas de perigo da etapa inicial. Aos sete minutos, o meia Glauber cobrou escanteio pela esquerda e o camisa 4 carijó subiu mais alto que os adversários para cabecear para fora. Como o Tupi não conseguia vazar a defesa adversária e os visitantes pareciam desinteressados, o ritmo da partida ficou sonolento. As maiores emoções – negativas, diga-se de passagem – ocorreram além das arquibancadas. Aos 25, o estádio ecoou a informação do segundo gol do Madureira.

O Tupi segue pouco produtivo. Aos 32, torcida e jogadores carijós pedem pênalti, após o zagueiro Wesley Ladeira tabelar com Glauber, invadir a área e enroscar as pernas com um defensor. A arbitragem considerou o lance normal. Nem a notícia de que a Chapecoense havia diminuído contra o Madureira, 2 a 1, aplacou as vaias que surgiram nas arquibancadas após o apito da arbitragem, que decretou o fim do primeiro tempo.

 

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Pá de cal no sonho da permanência

Com a vitória do Madureira consumada, o Tupi voltou a campo com a corda ainda mais apertada no pescoço. Precisava vencer e torcer por reveses de Santo André e Villa Nova-GO. Para tentar melhorar o ataque, o técnico carijó Antônio Carlos Roy sacou o lateral-direito Alex Travassos e colocou o atacante Cassiano ainda no intervalo. A mudança parecia que ia dar resultado. O time voltou mais incisivo. Logo aos 3 minutos, o atacante Fabinho fez boa jogada e rolou para Glauber que, da marca do pênalti, bateu por cima e desperdiçou uma excelente oportunidade. Na sequência, o meia voltou a aparecer em cobrança de falta da intermediária, levantando a bola na cabeça de Sílvio, que finalizou para fora.

E foi quando o Tupi repetiu aquilo que fez durante quase toda a Série C, rondar a área adversária sem contudo estufar as redes, veio o castigo que sepultou de vez qualquer sonho de permanência na Terceirona. A pá de cal. Aos 17, em contra-ataque rápido, o meia Wanderson foi acionado pela esquerda, bateu cruzado para superar o goleiro carijó Rodrigo e fazer Oeste 1 a 0. O que se viu até o apito final foi um time desesperado, lutando por um mínimo de dignidade na competição, que pode ser conquistada de maneira mínima no próximo sábado, quando o Carijó se despede da Série C fora de casa, contra Chapecoense, em busca da primeira vitória longe de seus domínios, que não será suficiente sequer para livrar o time da lanterna do grupo B.

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