A goleira juiz-forana Maria Fernanda Veiga foi captada pelas categorias de base do Flamengo. Como explica Rafael Rezende, assessor do clube carioca, ela faz parte de um projeto de monitoramento do Rubro-Negro, que leva meninas para treinarem no clube, por dois ou três dias semanais.
“Obviamente, essas meninas continuam disputando pelos núcleos de que elas foram captadas, e sendo observadas pelo Flamengo, tanto internamente como externamente. E aí, depois disso, quando ela vai ficando mais velha, a gente puxa para a nossa categoria de base aqui”, explica.
Hoje, eles têm um sub-20 que varia de meninas nascidas desde 2006 até 2011. Enquanto Maria Fernanda está no projeto de monitoramento, não tem uma contratação concretizada. “Ela foi vista por um profissional do clube no núcleo e, dentro dessa observação, agora ela está treinando aqui dentro para a gente observá-la melhor e entender as características, para ela efetivamente estar vestindo a camisa do clube, jogando partidas oficiais”.
O núcleo do qual foi captada é o PSG Academy JF, onde, quem a treinou, foi Walker Campos, histórico preparador de goleiros do Tupi, onde foi bicampeão mineiro do interior, campeão da Taça Minas Gerais e do Campeonato Brasileiro da Série D, além de ter conquistado um acesso do Módulo 2 à elite do Mineiro e acessos das Séries D para a C e da terceira divisão para a segunda.
Ela chegou na escola de futebol em 2025, por indicação de uma colega que já treinava lá. Antes, jogava futsal no Colégio Academia, por quem jogou os JEMG (Jogos Escolares de Minas Gerais) e chegou à etapa estadual, tendo vencido a microrregional e a regional. “E a menina foi evoluindo”, diz Walker.
O principal trabalho foi de que, por vir do futsal, ela tinha alguns vícios que fazem diferença no campo, a técnica é diferente. Mas o potencial identificado era muito maior: altura, envergadura muito boa, idade, e também na parte física, como no crescimento. Tudo que envolve a posição de goleira. “Aí fui aprimorando, passando para ela de forma bem pedagógica, a parte técnica, os fundamentos. Fui exemplificando pra ela, eu mesmo mostrando, como eu sempre faço com os meus alunos”, relembra Walker, que destaca a determinação da jovem: “Ela treina muito forte, tem um objetivo”.
“Ela tem muito a desenvolver ainda, trabalhei bastante a parte de coordenação motora. A gente está muito feliz por ela ter feito o teste no Flamengo e ter passado. Foi um trabalho de muita paciência. Ela tem um potencial incrível lá e espero que no Flamengo ela consiga se desenvolver muito mais”, conclui.
Quarta atleta no Flamengo
CEO da PSG Academy, o juiz-forano Hudson Santos, ex-jogador de Santos, São Paulo, Cruzeiro e Fluminense, conta que a aproximação com um dos coordenadores do futebol feminino no Flamengo, em meados de 2023, já colocou outras atletas juiz-foranas na mesma situação de Maria Fernanda.
Logo no início da parceria, foram colocadas em observação a lateral Ana Vitória Rosa, a Carioquinha – nascida na Rio, radicada em Juiz de Fora –, e a volante Natally Martins, que ainda eram sub-13. Elas foram absorvidas pelo sub-15 do clube carioca no ano passado. A primeira a ir foi a meia-atacante Nicole, nascida em 2010, que hoje já participa do Flamengo, na categoria sub-16.

