Depois de ganhar noticiários esportivos do mundo inteiro nas últimas semanas, o caso da invasão de campo pelo massagista goiano Esquerdinha, impedindo o gol da classificação do Tupi às quartas de final da Série D do Campeonato Brasileiro aos 44 minutos do segundo tempo do confronto com a Aparecidense-GO, realizado em Juiz de Fora, no dia 7 de setembro, deve chegar à Fifa em alguns dias. O diretor-executivo de futebol do Carijó, Alberto Simão, pediu uma audiência com representantes da entidade máxima do futebol mundial para a próxima quarta-feira, dia 25 de setembro.
O dirigente, que já estava com a ida ao Velho Continente marcada para tratar de negócios, quer uma posição oficial da entidade sobre o que aconteceu na Quarta Divisão brasileira. "Entrei em contato pedindo uma audiência na semana que vem. Vou com um memorando e levando todo o material sobre o caso do jogo Tupi x Aparecidense e, no documento, peço que a Fifa se posicione oficialmente sobre o acontecido. Estamos em busca de apoio para que o caso não fique sem punição", explicou o diretor.
Como era esperado, nessa quinta-feira (19), a Procuradoria do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) protocolou seu recurso sobre a decisão da Primeira Comissão Disciplinar na última segunda-feira, que puniu a Aparecidense com a exclusão da Série D do Campeonato Brasileiro, enquadrando o clube goiano no artigo 205 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD), por "impedir o prosseguimento de partida que estiver disputando por qualquer forma". Segundo o procurador-geral do STJD, Paulo Schmitt, o clube de Goiás deve ser julgado no artigo 243-A, "atuar de forma contrária à ética esportiva", no qual inicialmente havia sido denunciado e que prevê como punição multa e a anulação do confronto, com marcação de novo jogo.
Na última quarta-feira, a Aparecidense já havia recorrido da mesma decisão, pedindo a manutenção do resultado final da partida (que terminou com o placar de 2 a 2) e sua consequente classificação para a sequência da disputa, ou que seja anulada a partida, e outro confronto, marcado. O caso será apreciado no Pleno do STJD ainda sem data definida. O departamento jurídico do Tupi espera ser comunicado oficialmente dos recursos para apresentar suas argumentações.
Vai demorar
Presente pela segunda vez ao Tribunal em menos de uma semana, desta vez para acompanhar o julgamento do caso de exclusão do Betim da Série C – que acabou sem que o clube mineiro fosse eliminado da Terceira Divisão como havia sido na primeira instância – no Pleno do STJD, Simão se mostrou pessimista quanto à realização do julgamento do caso do massagista até a próxima semana. Segundo o dirigente, o mais provável é que ele entre na pauta apenas no dia 3 de outubro.
O diretor também revelou nessa quinta-feira que o Tupi está fazendo sacrifícios financeiros nesse período sem jogos para arcar com os custos de sua representação jurídica junto ao STJD, como taxas e a contratação do advogado Mário Bittencourt. Assim, de acordo com Simão, os jogadores e funcionários do Carijó receberão seus vencimentos de agosto até este sábado, mas a comissão técnica ficará com os salários atrasados para que o Alvinegro de Santa Terezinha possa cumprir com os compromissos financeiros adquiridos por conta do imbróglio no Tribunal.
