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Os pés pelas mãos: a competitividade é o espetáculo

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Vi muita gente dizendo que o público deixou o Estádio Municipal, no domingo passado, chateado. Balela! Realmente, Tupi e Atlético fizeram um confronto abaixo da média, e, sentados no conforto do regulamento, fizeram um jogo de compadres. Os dois necessitavam do empate, então não havia razão de correr riscos. Agora, dizer que o verdadeiro torcedor do Carijó deixou o campo contrariado não faz sentido algum. Todos gostam de ver o futebol bonito, bem jogado, mas aqueles que têm um clube do coração vêm mais beleza na competitividade – e nos resultados que essa característica pode trazer – do que em uma equipe que se apresenta de forma pomposa, mas é pouco efetiva. O título de campeão do Interior trouxe mais sorrisos que quaisquer dribles de efeito ou golaços. Prova de que a efetividade é o que a arquibancada espera.

E isso não acontece só por aqui, no terreiro carijó. No meio de semana, o bilionário Chelsea da Inglaterra, jogou como time pequeno. Fechado na defesa. Respeitando Messi como se venera uma divindade. E apostando em um contra-ataque salvador. Deu espetáculo? Longe disso. Mas o sorriso estampado no rosto do torcedor londrino após a improvável vitória é mais uma prova viva de que a competitividade é o que garante a felicidade e alimenta os sonhos dos apaixonados pela bola.

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Por isso, mais uma vez, não espero ver um jogo bonito no Helenão domingo. Sei bem que Ademilson não é nenhum Neymar, jogador de plasticidade inimaginável. Mas sei que o camisa 9, mesmo com o peso da idade, é um jogador competitivo. Assim como o time do Tupi, que sem estrelas também pode conseguir resultados improváveis. Uma vitória contra o Galo das Alterosas e, até mesmo, uma classificação para as finais é algo possível. Basta jogar como um certo time pequeno, chamado Chelsea. Como diz a música da banda carioca O Rappa, não precisa ser de placa, eu quero é ver gol.

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