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Papo de Gandula – decisões

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Caros e caras, o Tupi vai disputar, esta semana, em Juiz de Fora, duas verdadeiras decisões. Depois da boa vitória sobre o América-TO, no último sábado, o time já pode se livrar de vez do rebaixamento – o número mágico de pontos que os treinadores trabalham é 12 – na quarta-feira e começar a virar fortíssimo candidato à última vaga nas semifinais (para mim, América, Atlético e Cruzeiro já avançaram) no sábado. Mas para isso acontecer, duas vitórias em sequência são pré-requisito básico.

Quis o destino que, a essa altura do Mineiro, o Carijó enfrentasse quem briga diretamente com ele pela única vaga restante na segunda fase. Assim, o Tupi precisa terminar de vez com as esperanças do Villa Nova na quarta-feira, em jogo adiado da quinta rodada, e dar um chega pra lá no Guarani no sábado se quiser continuar a sonhar com as semifinais. Com a evolução da equipe, colocada à prova no último confronto, no qual os locais foram firmes e não desperdiçaram oportunidades, o clube de Juiz de Fora tem tudo para conseguir os resultados positivo de que precisa.

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Além dos jogadores em campo, como já disse, mostrando franca evolução, será imprescindível também, tanto amanhã quanto sábado, o apoio da torcida. Se as arquibancadas desconfiavam do Carijó no início vacilante do Estadual, as últimas três rodadas mostraram que o torcedor pode reacender suas esperanças novamente. E esse time, como a base forjada na Série D de 2011, já deu mostras de que, com o apoio em massa do Mário Helênio em festa, não costuma decepcionar.

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Queria abrir um espaço aqui para destacar um jogador que merece nesse Estadual. Não gosto muito de pinçar esse ou aquele atleta em um time de brilho – e (muito) trabalho – coletivo como tem sido o Tupi, mas as atuações de Henrique têm me encantado.

Não é de hoje que o considero grande jogador. Desde a primeira vez que o vi treinar em Santa Terezinha percebi seu talento. Mas no ano passado, durante a campanha do título da Série D, e no início deste ano, o Baiano elevou seu nível de jogo ao extremo. Foi peça fundamental da conquista de 2011 – jogando em posições diversas como lateral-direito, meia, volante e atacante – e, neste Mineiro – atuando como uma ala tanto pela direita como pela esquerda, com total liberdade para criar -, participou da maioria dos oito gols do Tupi com seus passes e cruzamentos, isso quando não marcou ele mesmo, com categoria, como fez em Teófilo Otoni no último sábado. Para mim, hoje, é a principal peça do time no Estadual.

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