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Os pés pelas mãos

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Hora de manter o rumo

O torcedor atleticano não tem razão para perder as esperanças de conquistar a inédita Libertadores. Mais do que clamar pela justiça dos deuses do futebol – que, recorrentemente, são ingratos -, a massa alvinegra deve se apegar à realidade na hora de retirar do baú velhos patuás. A verdade é que o Galo é muito mais time que o tal Olimpia. Jogando em casa, o quarteto formado por Ronaldinho, Bernard, Tardelli e Jô dificilmente passará em branco. É certeza que a rede do Mineirão vai balançar. Cuca só precisa acertar a defesa e as laterais para evitar sustos. Mesmo um tento paraguaio não será motivo para desespero, já que a desnecessária regra do gol fora é descartada na decisão.

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O fato é que, mais do que ninguém, o Atlético merece a conquista. Encantou com seu futebol ofensivo. Algo raro nos dias de hoje. Cuca soube aproveitar o que seus atletas têm de melhor. Recuperou um desacreditado Ronaldinho. Descobriu em Jô características desconhecidas desde os tempos de Corinthians. Fez de Bernard realidade. Reinventou Tardelli atuando fora da área. Antes questionado pelo temperamento claudicante, o treinador reafirmou a consistência de seu trabalho como mentor de equipes competitivas. O Galo de Cuca alcançou algo que nem o Timão de Tite, campeão invicto da Libertadores 2012, conseguiu. Hoje, o Atlético é um time unânime. Admirado por todos. Por isso é digno da conquista histórica, capaz de preencher o hiato de 42 anos sem grandes conquistas.

Como se fosse necessário, o conselho para a massa atleticana é o de que é preciso ter fé. Apoiar durante 120 minutos se necessário. Entretanto, como o futebol não é feito de justiça, é vital ter grandeza caso um revés aconteça. Fazer caça às bruxas será retroceder. Um desmanche, então, seria como rasurar um dos mais belos capítulos da história recente do Galo. Campeão ou não, o caminho é apostar no projeto que reafirmou a força do clube, de volta à trilha que conduz às grandes conquistas.

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