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Nada no balaioRicardo MirandaRepórter O tal moicano

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No último final de semana, fiquei à disposição de três primos vindos da roça para fazer prova do vestibular. Sim, peguei congestionamento ao deixá-los e apanhá-los na UFJF. Um dos meus vestibulandos, o Matheus, exibiu, nos três dias de provas, um caprichado topete, tratado por ele como moicano, em referência ao Neymar. A demorada ajeitada no tal moicano, somada ao congestionamento monstruoso, renderam-me alguns bons momentos de tensão. O culpado de tamanho transtorno: Neymar.

Mascherano, que jogou no Brasil e hoje atua no Barcelona, tem razão: o Neymar é o mais midiático jogador de futebol do mundo. Com apenas 19 anos e tendo atuado apenas em um único clube, o Santos, ele é conhecido mundialmente. Uma simples pesquisa no Google usando as palavras Neymar e Santos mostra algo em torno de 25,7 milhões de resultados possíveis. Para se ter uma ideia, fazendo a mesma pesquisa combinando Messi e Barcelona os resultados chegam apenas a 14,9 milhões de páginas.

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Messi venceu as duas últimas edições do prêmio da FIFA, o de melhor jogador do mundo no ano de 2009, além da Bola de Ouro em 2010, equivalente ao prêmio do ano anterior, mas com uma nova denominação. Tem três Champions League (2005-06, 2008-09, 2010-11), disputou duas Copas do Mundo e atualmente é o melhor jogador do melhor time do mundo, o Barcelona. Talvez por ser argentino, não bater bem com as duas pernas e, claro, não possuir o tal moicano, ele tem perdido espaço (midiático) para o Neymar.

A prova dos nove será amanhã, às 8h30, precisamente. Santos, com Neymar, e Barcelona, de Messi, medem forças na final do Mundial de Clubes da Fifa. Mesmo tendo atrapalhado minha vida no vestibular, estou com Neymar. Até porque, seu amplo espaço na mídia é sintoma de que tem muita gente sem-graça por aqui nas mais diferentes áreas de atuação, a começar pela política. Que pese o badalado pão e circo, mas prefiro o moicano do Neymar ao conservador penteado do Jader Barbalho à la tablete Santo Antônio.

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