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Às 14h de hoje se encerra o prazo para a protocolização de registros das chapas que concorrerão às eleições gerais do Tupi, agendadas para o dia 8 de outubro. Criada no último dia 31, a Comissão de Fiscalização Eleitoral (Cofel) carijó, formada pelos sócios José Roberto Maranhas Brandão (atual vice-presidente de futebol), Luiz Roberto Carvalho da Silva, Carlos Alberto Baptista, José Aparecido Frizzeiro e Daniel Ribeiro Tavares, comunicou irá abrir os envelopes das concorrentes amanhã, às 19h30, na sala de reuniões da sede social alvinegra. Seguindo previsão estatutária (artigo 45), a Cofel recomendou, ainda, a presença de até dois representantes de cada chapa inscrita.

Duas frentes já confirmaram o andamento burocrático para a disputa no pleito. A situação, de movimento denominado “Sempre Tupi – Nos bons e maus momentos, Sempre Tupi”, é encabeçada pela atual presidente do Alvinegro de Santa Terezinha, Myrian Fortuna, ao lado de Roberto Cândido da Silva, o “Boizinho”, atual diretor social do clube. A continuidade do trabalho, baseado em elenco de conquistas divulgado, como o acesso à Série B do Campeonato Brasileiro e integrações na Lei de Responsabilidade Fiscal do Profut e na Primeira Liga, é a prioridade de Fortuna para o novo triênio.

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Do lado oposicionista, a chapa “Explosão Carijó” clama por mudança de gestão com o sócio familiar João Batista Delvaux escolhido para exercer o cargo de presidente executivo. O favorito a assumir o Conselho Deliberativo, em caso de sucesso, é o ex-mandatário carijó, Walter Corrêa, o “Canário”, que lidera grupo formado por sócios ex-diretores, presidentes e vice-presidentes da agremiação juiz-forana. O objetivo, segundo Canário, é “colocar o Tupi dentro do eixo com transparência, sem omissões e melindres.”

O Estatuto, pelo artigo 26, incisos V e VI, condiciona que “o registro deve conter a relação dos nomes apresentados, assim como as declarações dos candidatos a Conselheiros, rigorosamente preenchidas e assinadas por cada candidato a membro do Conselho Deliberativo.” A coleta destes dados foi motivo de polêmica no conturbado período que antecedeu as candidaturas. A oposição alega, judicialmente, o descumprimento dos artigos 38, 43 e 45 do estatuto do Tupi após reunião extraordinária realizada no dia 31 de agosto. Entre as reclamações está ausência de listagem na reunião ordinária que criou a Cofel com a apresentação, da atual presidente, da “relação dos associados quites com suas obrigações estatutárias”, que podem ou não votar, como define o artigo 38, parágrafo 2º. A cúpula, por sua vez, reitera que responde legalmente a ação.

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