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Aparecidense vai recorrer

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Será feito pedido, tão logo possível, nesta quarta
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Será feito pedido, tão logo possível, nesta quarta

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A batalha entre Tupi e Aparecidense-GO pela vaga nas quartas de final da Série D do Campeonato Brasileiro promete se estender no Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD). Punido com a eliminação da Quarta Divisão em primeira instância na última segunda-feira, em caso julgado na Primeira Comissão Disciplinar, o clube goiano recorre nesta quarta-feira (18) ao Pleno da entidade. O argumento principal da equipe de Goiás é que o artigo do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD) no qual ela foi enquadrada, o 205, por "impedir o prosseguimento de partida que estiver disputando por qualquer forma", não pode ser aplicado no caso de seu massagista, Romildo Fonseca da Silva, o Esquerdinha, que invadiu o campo do confronto do dia 7 de setembro, em Juiz de Fora, e evitou o gol que daria a classificação ao Carijó aos 44 minutos do segundo tempo.

Segundo o advogado da Aparecidense, João Vicente de Moraes, o recurso será pedido tão logo isso seja possível nesta quarta-feira. O representante legal dos goianos vê boas possibilidades de reverter a decisão da Primeira Comissão Disciplinar. "Amanhã (quarta-feira), na abertura do Tribunal, vamos colocar o pedido. Hoje (terça-feira) estou mais confiante. Os votos do julgamento foram baseados no artigo 205 o que, no nosso entendimento, não há como ser aplicado neste caso porque o jogo seguiu normalmente até seu final. Infelizmente, o relator (Washington Rodrigues Oliveira) e outros dois auditores (Vinícius de Sá e Felipe Bevilacqua) entenderam que ele poderia ser acatado, punindo o clube. Mas tivemos um voto de peso, do presidente da comissão, Paulo Valed Perry, que entende como nós que o artigo não deve ser aplicado", explicou o jurista que vai pedir a manutenção do resultado do jogo, que terminou em 2 a 2, com a consequente classificação dos goianos.

A Aparecidense deve ter uma ajuda inusitada em seu recurso. Nesta terça-feira, o Procurador-Geral do STJD, Paulo Schmitt, responsável pela denúncia do time de Goiás por conta do acontecido, definiu como "absolutamente equivocada", através de seu Facebook pessoal, a decisão da Primeira Comissão Disciplinar na última segunda-feira. Ele pretende ingressar também com o pedido de revisão do julgamento por considerar que o caso não poderia ter sido desqualificado do artigo 243-A do CBJD, por "atuar, de forma contrária à ética desportiva, com o fim de influenciar o resultado de partida", para o 205. Schmitt quer que a partida do dia 7 de setembro seja anulada, e outro jogo, marcado. Em Juiz de Fora, a posição do departamento jurídico do Tupi é aguardar os recursos para se pronunciar.

Alívio

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Enquanto isso, no primeiro treinamento depois da decisão do STJD, o elenco juiz-forano estava em clima de alívio. Mesmo sabendo que a batalha nos tribunais promete se estender, os jogadores carijós, como o goleiro Victor Souza, comemoraram. "Foi feita justiça. Deu um alívio para todo mundo. Agora é esperar eles recorrerem. Seria justo que nem recorressem, pois eles sabem que estão errados. Vamos fazer nosso trabalho, e que venha o Mixto", espera o arqueiro carijó.

A diretoria trabalha com o início de outubro, no fim de semana dos dias 5 e 6, como data provável da volta do Carijó aos gramados em partidas oficiais. Por isso, o técnico Felipe Surian tenta a marcação de um jogo-treino para o próximo sábado. O adversário seria o Duque de Caxias. O comandante carijó também espera que o STJD mantenha a decisão de sua primeira instância em caso de novo julgamento. "Não só a nossa expectativa como a do Brasil e do mundo inteiro é de que a decisão seja mantida. Foi uma situação muito complicada de ser julgada e pode manchar a imagem do futebol nacional. Dar uma nova oportunidade a um infrator não cabe mais, a população não aceita mais e um país que vai sediar uma Copa do Mundo tem que agir da maneira que foi feita ontem (segunda-feira), com a punição ao clube pelo

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