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Papo de gandula

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Curtinhas

Caros e caras, por conta da profusão de assuntos, vou ser rápido e rasteiro nesse nosso Papo. Começando com nosso Carijó, grande notícia a volta do volante Genalvo para a disputa do restante da Série D. Com ele, a equipe ganha uma espinha dorsal de muita experiência e categoria, com os zagueiros Silvio e Adriano Lobinho, o próprio e Adriano Felício no meio, e Ademilson – cuja bola voltou a entrar – na frente. Pelo que conheço do técnico Felipe Surian, o time juiz-forano tem tudo para voltar mais forte quando a Quarta Divisão recomeçar.

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O início da Copa das Confederações foi bom para o Brasil, mas não concordo com alguns colegas que exaltaram demais a atuação da Seleção diante dos japoneses. Tudo bem, jogou para ganhar do Japão de 3 a 0, placar clássico – não é goleada, viu, senhores? – e que deu bem a mostra da diferença entre os dois times. Mas, gente, tem que lembrar que é o Japão. Por mais que o Honda – o atacante, não o do Street Fighter – tente, está longe de jogar sozinho. O jogo de amanhã, contra o México, é o que acredito que dará a exata noção de como está a Família Scolari 2.0. Mesmo em má fase e dependendo unicamente do que pode fazer o tal do Chicharito, os mexicanos há anos aprontam para cima dos brasileiros. Se conseguirmos evitar isso também, começo a crer que a evolução dos canarinhos embalou de vez.

 

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Fiquei surpreso com o tanto que a Itália atacou no jogo com o México. Estou acostumado a ver em competições, tanto europeias como mundiais, os italianos sempre acuados, passando sufoco lá atrás e encaixando um contra-ataque mortal ou uma bola parada para vencer por 1 a 0. Desta vez, se não fosse a besteira do zagueirão Barzagli, a Azzurra nem teria suado para vencer. Com um golaço de Pirlo – que é daquele time que desafia a idade e joga mais bola que todos os craques da moda – e outro ao estilo Balotelli do próprio Balotelli, o time de Prandelli estreou bem. Aliás, o Super Mário já é meu personagem favorito da Copa das Confederações. Finalizou tudo que viu pela frente, fez um gol de raça, tirou a camisa, levou cartão besta, saiu do campo irritado, discutiu com o técnico, ficou bravo em ter de dar entrevista ao final do confronto e disse que não sabia que dois amarelos suspendem em competições da Fifa. Se fosse brasileiro e não o conhecesse, cravaria que joga no Flamengo!

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A Espanha me decepcionou um pouco – e muito a quem foi à Arena Pernambuco, que chegou a vaiar o time de Del Bosque. Com bola para golear um enfraquecido e envelhecido Uruguai (nem adianta que não sei explicar porque o Forlán é banco e o meio tem quatro volantes), os espanhóis parece que se desinteressaram cedo do jogo. Por isso, torci no final para os uruguaios empatarem depois da falta perfeita cobrada por Suárez, e isso quase aconteceu nos acréscimos. Seria um castigo merecido para um time que domina toda a partida, mas sem objetividade. Futebol é gol e não maior quantidade de posse de bola. Esse estilo adotado pela Roja definitivamente não me agrada – só no Barcelona, porque eles têm o Messi, que acaba com a brincadeira de passar para o lado, dribla uns três e bota a bola para dentro – e se chama "tiki-taka". Prefiro algo mais forte, que resolva o problema logo de forma eficiente, tipo um Halls preto!

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