Ícone do site Tribuna de Minas

Papo de gandula

PUBLICIDADE

Gol do futebol

Caros e caras, tive ontem um dos dias mais tensos e mais gratificantes de minha carreira como escriba. Incumbido por essa Tribuna de cobrir o julgamento em primeira instância do caso da partida Tupi x Aparecidense, parti acompanhado do hilário motorista Trajano Neto e o companheiro de muitas aventuras e fotógrafo, Leonardo Costa, para o Rio de Janeiro. A tensão natural da cobertura já foi grande. Como se não bastasse ser um Tribunal – que seja o STJD, nunca é um lugar bacana de se estar -, ainda tinha esse caso intricado com nosso Carijó.

PUBLICIDADE

Para complicar, o julgamento logo antes do episódio do massagista entrar na pauta demorou uma eternidade. Aumentou a tensão. Mas quando começou a apreciação da Primeira Comissão Disciplinar do caso do jogo do dia 7 de setembro, me enchi de confiança, não sei por quê. Talvez pelo fato de NINGUÉM da Aparecidense, nem o advogado, que na verdade é do Goiás, ter aparecido no plenário para tentar defender o indefensável.

E o resultado não poderia ter sido melhor: exclusão do campeonato de quem trucidou a ética, brincou com a moral, expôs o esporte nacional ao ridículo e zombou do fair play. Para mim, foi um gol do futebol brasileiro, de placa, para ficar bem gravado que não se pode mais nesse país querer vencer a qualquer custo. Sei que ainda há um segundo tempo nesse confronto, mas confio que esse jogo da Justiça contra os espertalhões antiéticos está bem encaminhado para a vitória de quem merece.

Sair da versão mobile