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Desimpedida na banheira

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Pelada é pelada

Começa hoje o maior campeonato de pelada do país, a Copa Prefeitura/Bahamas de Futebol Amador. Pelada sim, várzea sim! Para mim, este esporte deveria ter outro nome ao invés de ser chamado de futebol amador. E isso não é menosprezo ou despeito pelo pessoal do poeirão. Muito pelo contrário, sempre respeitei, admirei e me diverti com as partidas no Cerâmica, Lacet (de preferência o antigo) e companhia.

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Mas defendo um nome diferente sim, pois é na várzea que estão a alegria, a graça e a paixão que esperamos dos campeonatos profissionais, cheios de burocracia dentro e fora de campo. Nos campos de terra dos bairros, mais que nos grandes estádios, estão os torcedores apaixonados pelos times de seus bairros, amigos ou parentes. É lá que tem criança correndo, chutando bola e sonhando estar dentro das quatro linhas. E é lá que tem o craque da galera, o cara que rala oito horas por dia de segunda a sexta pra ganhar o leite das crianças e, no domingo, veste a camisa do seu time, dá caneta, dribla, corre feito louco, marca, faz gol e se consagra. Impossível ver um craque do futebol se dar bem na várzea, e vice-versa. Isso porque futebol é futebol e pelada é pelada, mesmo quando ela é de alto nível e vale caneco.

Quem quiser concordar – ou discordar – convido a consultar a tabela na Tribuna de Minas e escolher o destino de hoje ou amanhã de manhã. A discussão fica pra um domingo qualquer, na várzea ou no boteco.

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