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Os pés pelas mãos: Zap na mesa

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Os debates do SuperBateBola da Rádio Sola AM desta semana me fizeram refletir sobre uma situação interessante. Refletir uma ova. Afinal, só reafirmei a opinião de sempre. Conversando sobre a escalação do Tupi para a partida de hoje, contra o Oeste, um dos temas quentes foi sobre o aproveitamento do recém-contratado meia Hugo. O amigo Leandro Colares ponderou sobre sua utilização desde o início, levando em consideração que o novo camisa 10 não está no melhor de suas condições. Colares defende que é melhor guardar o jogador para a etapa final, quando os demais atletas já estariam cansados, mais próximos da atual condição do armador.

Eu respeito a opinião, mas discordo. Como bem definiu o também amigo Wallace Mattos na mesa redonda, futebol é como truco. Quem guarda manilha corre o risco de morrer com o zap na mão. Na verdade, não vou na onda dos fisiologistas que gostam de tratar o jogador como uma máquina. Ele tem condições de atuar por 30 minutos. Aguenta correr por 10km. Está em 70% de seu potencial. Balela! Ou tem condições de jogo ou não. Prefiro lançar mão do jogador desde o início do que guardá-lo para os momentos finais. Vai que o caboclo aguenta jogar mais do que os 30 minutos estipulados? Já vi muitos casos como esse nas peladas da vida, onde os fisiologistas são os primeiros a pedir mais uma cervejinha.

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Pontos de vista à parte, a verdade é que nem eu, o Wallace ou o Colares estamos certos. Futebol não é feito de teorias absolutas. Quem acredita nisso são aqueles burocratas de terno à beira do gramado, que falam um português pedante e ininteligível. A tal nova safra de professores. O jogo é mais simples que burocrático, e passa muito pelas cartas que temos em mãos. Por isso é importante colocar o zap na mesa e garantir a primeira rodada.

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