
Sob um sol forte em Teófilo Otoni, o Tupi entrou em campo na tarde deste sábado (17), no Estádio Nassari Massar, para enfrentar o América local. A partida era o termômetro para as ambições juiz-foranas no Campeonato Mineiro. Em caso de derrota, a equipe voltaria a conviver com a ameaça de rebaixamento. Uma vitória, aliada a um tropeço do Boa Esporte contra o América-MG, em Sete Lagoas, colocaria o time na zona de classificação para as semifinais do Estadual. Com opções tão distintas, o Carijó fez a escolha certa e bateu o Dragão por 3 a 1, com dois gols de Henrique e um de Ademilson, e chegou ao G4.
Antes do jogo, porém, as coisas não foram fáceis. Com as ausências do lateral-direito Flávio, dos volantes Leo Salino e Jailton, suspensos, e do meia Michel Cury, lesionado, o técnico Moacir Júnior colocou em campo uma equipe modificada. Com a entrada de Fabrício Soares, o Tupi atuou com três zagueiros, com Henrique e Michel fazendo as alas. No meio-campo, chances para George, Paulinho e Ulisses. Quando a bola rolou, o jogo começou morno. O primeiro bom lance foi do Dragão. Aos 11, o lateral-direito Carlos Alberto fez boa cobrança de falta pela esquerda, mas parou na boa intervenção do goleiro Rodrigo, que fechava o gol Carijó. Com o passar do tempo, Tupi parecia se entrosar em campo e equilibrava a partida. Não demorou muito para a estratégia dos contra-ataques dar resultados. Aos 18, o meia Ulisses lançou Henrique pela direita. O lateral dominou, cortou a zaga adversária e bateu cruzado, de canhota, abriu o placar para os juiz-foranos.
O gol trouxe tranquilidade para a equipe. Bem posicionado no setor defensivo, contando também com as intervenções seguras de Rodrigo, o Carijó cadenciava a partida e teve a chance de ampliar o marcador, aos 38. Henrique cobrou falta na área, e a bola sobrou para o volante George, dentro da área, fuzilar à queima-roupa. Boa defesa do goleiro Rafael Barrios.
A temática se manteve no segundo tempo. Com três atacantes, o América veio para o tudo ou nada. Mas o Tupi não perdeu o controle do jogo em momento algum. Encaixando bons contragolpes, o segundo gol parecia questão do tempo. E ele aconteceu, novamente com Henrique. Aos 29, Allan lançou o lateral que se livrou da marcação e tocou rasteiro, na saída do goleiro. Com a vitória nas mãos, faltava o artilheiro Ademilson, que não poderia passar em branco. Aos 37, o atacante recebeu a bola, bateu cruzado e acabou com qualquer ambição adversária. Nem mesmo o gol de Diego Faria, aos 44, em cobrança de pênalti, esfriou a festa do Carijó, que vai dormir no G4, e embalou de vez no Mineiro, após três vitórias consecutivas.

