Depois do jogo tumultuado do último sábado, quando o Tupi venceu o Madureira por 1 a 0 no Rio de Janeiro pela 15ª rodada do grupo B da Série C do Campeonato Brasileiro, o elenco do time juiz-forano ganhou dois dias de folga, no último domingo e ontem. Tempo para relaxar e para repouso absoluto, pelo menos para o lateral-direito Marcelinho, que viveu um drama no fim de semana.
Após um choque aos 28 minutos do primeiro tempo com o meia Kaio, do Madureira, o jogador carijó caiu desacordado no gramado do Aniceto Moscoso e teve que ser levado para atendimento em um hospital da região, onde passou a noite de sábado para domingo, quando foi liberado. Marcelinho já está em casa, em Juiz de Fora, e faz repouso absoluto. O jogador será reavaliado pelo departamento médico do Tupi, mas a primeira informação é de que ele fica de fora da equipe pelo menos durante a reta final da primeira fase da Terceirona.
Segundo o médico do Carijó, José Roberto Maranhas, por enquanto o lateral-direito tem que ficar inativo. “O Marcelinho vai fazer uma tomografia para que possamos reavaliá-lo. A suspeita é de um fratura no osso zigomático da face (que fica localizado logo abaixo da cavidade ocular). A prescrição inicial é repouso e anti-inflamatórios, por isso, ele ficará um tempo sem fazer atividades físicas. Geralmente, o tempo de recuperação total de uma fratura como essa é de três semanas”, explica.
Dois desfalques
Além de Marcelinho, o técnico do Tupi, Léo Condé, começa a lidar a partir da reapresentação do elenco hoje com outra ausência na partida do próximo domingo, às 16h, contra o São Caetano, em Juiz de Fora. O meia Chico, autor do gol da vitória de sábado e que marcou quatro vezes nos últimos quatro confrontos, levou o terceiro cartão amarelo diante do Madureira e não enfrenta o Azulão.
Condé lamenta ter que mexer em duas posições ao mesmo tempo, mas considera a situação normal e confia na força do elenco alvinegro para manter o desempenho que levou o time à vice-liderança da chave, com o mesmo número de pontos do Mogi Mirim, perdendo a ponta nos critérios de desempate. “É ruim pelo encaixe da equipe, que está atuando de forma consistente. Quando atingimos esse nível de performance, quanto menos mexermos no time, melhor. Mas não estou preocupado. Com a sequência de jogos ficando mais decisiva, a intensidade aumenta, vem o desgaste e lesões. Isso é natural. Mas quem tem entrado não tem deixado cair, está correspondendo e mantendo o bom nível de atuações”, avalia.
Para o treinador, o embate com o São Caetano pode selar a classificação para as quartas de final da Série C, fase na qual será disputada uma vaga na Segunda Divisão de 2015. E apesar da situação delicada do Azulão, que luta contra o rebaixamento, o comandante carijó não espera jogo fácil. “Com a vitória do último sábado, atingimos uma possibilidade boa de classificação. Se vencermos no domingo, concretizamos o lugar no G4 e partiremos para buscar a melhor colocação possível. Mas o São Caetano é um time de qualidade, apesar de estar na situação que está. É uma equipe de tradição, com jogadores experientes e, por se tratar de um jogo importantíssimo, o confronto com eles vai exigir de nós toda atenção”, prevê.
