No México, o juiz-forano Jonathas Botti acompanhou a partida em família. Filho do ex-jogador Raphael Botti, que atuou pelo Vasco, ele viajou ao país para viver de perto o ambiente da Copa do Mundo.
“Assisti à partida com meu pai, meu tio e meus primos. Fizemos um churrasco e até preparamos tacos com picanha para entrar no clima mexicano”, conta.
Segundo ele, a cidade “respira futebol”. A presença de torcedores de diversas nacionalidades chamou a atenção, mas nem tudo era festa. No dia da abertura da seleção mexicana, Botti presenciou manifestações relacionadas ao desaparecimento de milhares de pessoas no país, que chegaram a bloquear importantes vias de acesso ao estádio.
Sobre a atuação brasileira, o torcedor acredita que o desempenho ficou abaixo do esperado, especialmente no primeiro tempo.
“Achei que o Brasil dependeu muito das individualidades. Gostei do Vinícius Júnior, que foi decisivo, e do Bruno Guimarães, mas o time ainda precisa evoluir coletivamente. O meio-campo também errou passes com muita facilidade”, avalia.
Em Juiz de Fora, o estudante de Educação Física Rodrigo Cunha, de 24 anos, transformou a estreia da seleção em uma comemoração dupla: Aniversariante do dia, ele reuniu familiares e amigos no Bar do Denilson, no bairro São Pedro, para acompanhar a partida.
“Planejei reunir todo mundo para comemorar e ter o jogo do Brasil no dia foi especial. Fizemos até um pagode depois”, diz.
Para Rodrigo, a atuação da seleção esteve dentro do esperado para uma estreia de Copa do Mundo.
“Imaginei um jogo mais nervoso e travado. Marrocos é uma equipe entrosada e vinha de uma boa sequência de resultados”, frisa.
Na análise tática, ele observou uma equipe brasileira mais reativa.
“O Brasil tentou explorar o Vinícius Júnior nos contra-ataques e usar o Paquetá como um terceiro homem de meio-campo para disputar espaço com os marroquinos. Alguns jogadores ficaram abaixo, como Casemiro, Raphinha e Igor Thiago. Eu teria colocado o Endrick, que tem estrela”, comenta.
Assim como Botti, Rodrigo elogia o desempenho de Vinícius Júnior.
“Foi o melhor em campo. O Danilo também entrou muito bem e passou segurança”, argumenta.
Já a analista de faturamento, Elizangela Amorim, acompanhou a partida na Feijoada do Cesar Romero, cercada por amigos e em um ambiente de confraternização.
“O clima estava muito bom, com música antes da partida e uma energia muito positiva. A tensão do jogo misturada com a descontração ficou perfeita”, relata.
Após o empate, ela acredita que a equipe ainda tem margem para crescer.
“Mas como brasileira, eu esperava muito mais dos nossos jogadores”, expõe.

