
O técnico Vadão anunciou, na manhã desta quinta (16), a convocação oficial para a disputa da Copa do Mundo feminina, que acontece na França entre os dias 7 de junho e 7 de julho de 2019. Com evento na sede da CBF no Rio de Janeiro, o treinador chamou Marta, Cristiane, Formiga (no seu sétimo Mundial) e mais 20 atletas em busca da primeira taça do Brasil na competição.
A Seleção fará a preparação para o Mundial em Portimão, na região de Algarve, em Portugal, para aclimatação da equipe, segundo a CBF. A comissão técnica e as jogadoras chegarão no dia 22 de maio e ficarão até o 5 de junho, quando viajarão para a sede do torneio. O Brasil está no grupo C, junto de Austrália, Itália e Jamaica, esta última, aliás, será a primeira adversária das jogadoras brasileiras. O jogo acontece no dia 9 de junho, às 10h30 (de Brasília), em Grenoble. Para se classificar, a Seleção precisa terminar entre as duas melhores da chave ou entre as quatro melhores terceiras colocadas.
O momento atual da equipe, porém, não é dos melhores. A última vitória aconteceu no dia 29 de julho de 2018, diante do Japão, por 2 a 1. Desde então, são nove derrotas consecutivas, em torneios amistosos, para países diversos, como Inglaterra, Estados Unidos, Escócia e Canadá. Dessa forma, em sua estreia diante das jamaicanas, as meninas carregarão um incômodo retrospecto sem vitórias. A última conquista foi a Copa América de 2018, a sétima da Seleção Brasileira.
Em sua entrevista coletiva, o comandante se mostrou bastante confiante que o desempenho de suas comandadas poderão render o título, mesmo em meio aos maus resultados recentes. “Houve um aumento das seleções que vão disputar o título. Mas essa dificuldade não é só para nós. Haverá confrontos que poderá culminar na saída de grandes seleções. Nosso otimismo está na cabeça de cada um de nós, de cada uma das meninas. Nossa expectativa é altamente positiva, temos atletas de qualidade ímpar”, disse Vadão, que exaltou a capacidade de decisão de suas atletas.
“Hoje se fala muito de plano tático, que é imprescindível. Temos atletas que podem resolver problemas com jogadas individuais, coisa que pouca gente tem, mas temos esse privilégio. Estamos otimistas de fazer uma grande campanha e buscar esse almejado título mundial. Saímos mais preparados. Os amistosos estão no passado, o presente é o que vale e vamos trabalhar muito”, completou o técnico.
“Temos a Jamaica, que é surpresa, pois nunca tinha participado, já tínhamos visto vários jogos. É uma equipe que não foge da característica do futebol africano, muita estatura, atacantes altos, que sabem proteger. Pressionada, vai esticar a bola nesta atacante. É uma equipe forte, veloz. E podemos explorar outras coisas que percebemos, distância entre as linhas. Equipe nos moldes africanos”, analisou.
“Tem a Itália, que há pouco tempo não representava tanto em termos mundiais, mas houve grande investimento no futebol feminino. A Itália tem a característica da compactação, sempre se defendeu bem, assim como no masculino, com passes rápidos e jogadas rápidas pelas laterais. Já a Austrália teve resultados muito bons nas últimas competições. É uma das favoritas nesta briga”, finalizou Vadão.
