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Atleta juiz-forano conta como é o isolamento nos Emirados Árabes

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Foto: Thalita Ribeiro

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Lutador vem enfrentando rigoroso isolamento no país asiático desde fevereiro (Foto: Thalita Ribeiro)
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Pelo mundo afora, juiz-foranos têm vivido diferentes experiências durante a pandemia da Covid-19. Sem sair de casa há dois meses, o lutador de jiu-jítsu Antônio Inácio está isolado com a esposa no Emirados Árabes Unidos (EAU), onde moram desde agosto de 2018. O país asiático tem pouco mais de 9 milhões de habitantes e contabiliza cerca de 5 mil casos confirmados e ao menos 33 mortes, segundo o Center of Science Systems and Engineering (CSSE), da Johns Hopkins University (JHU). Assim, a rotina do atleta, que atua como coach, ensinando recrutas do Exército do país, também mudou drasticamente.

“Sempre fui muito ativo, então este momento tem sido muito difícil. Minha rotina mudou muito, pois eu trabalhava o dia todo e treinava de noite. Agora estou apenas em casa, mas mantenho os treinos com a minha esposa, que também é atleta de jiu-jítsu”, conta o juiz-forano, que estava se recuperando de uma cirurgia no joelho e treinava para representar o Brasil no Mundial de Jiu-Jítsu (World Pro) que aconteceria este mês, em Abu Dhabi. No entanto, em função da pandemia, a competição foi adiada.

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Nos Emirados Árabes, o isolamento social teve início em meados de fevereiro. Em março, voos comerciais foram suspensos e mesmo residentes estrangeiros legais que estão fora do país foram proibidos de retornar. “Por aqui a situação é bem séria. O Governo é bem rigoroso com as regras de circulação nas ruas, temos toque de recolher das 20h até as 8h do dia seguinte. Para sair, precisamos pedir autorização ao Governo e, para quem violar as leis, as multas chegam a R$ 50 mil. Estamos todos em casa, nos cuidando e aguardando este momento passar, pois há um grande número de infectados por aqui mesmo com toda esta proteção”, conta ele à Tribuna.

Contato virtual

Inácio completou 39 anos na última segunda-feira (13) e sua comemoração de aniversário contou apenas com a presença da família de perto. Já os parentes que deixou no Brasil, o atleta não os vê desde junho do ano passado, quando visitou sua terra-natal. “Mantemos contato utilizando alguns aplicativos, pois nem todos são liberados pelo Governo (dos Emirados Árabes). No momento, não tenho previsão para voltar ao Brasil, devido aos últimos acontecimentos em todo o mundo.”

Conectado com amigos que moram também em outros países, o juiz-forano conta que alguns que vivem na China, onde tudo começou e que, aos poucos, a situação começa a ser normalizada, já estão podendo voltar a trabalhar, dando aulas de artes marciais. “Minha esperança é que possa melhorar com o Ramadã (nono mês do calendário islâmico). É a entrada do verão, com calor forte que chega a 60 graus. É também quando os muçulmanos ficam um mês de jejum durante o dia e todo o comércio fica fechado”.

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