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Na orelha da bola

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O que o bandeira tem a ensinar a JF

Marcelo Van Gasse não ficou em casa esperando pelo convite da Fifa para ser árbitro auxiliar na Copa do Mundo. Nem foi passear em Zurique pra ver como é que funciona esse negócio.

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Ele saiu de sua cidade, Valença, no fim do século XX, para buscar uma melhor educação em Juiz de Fora.

Estudando aqui, se matriculou em um curso de formação de árbitros no interior de São Paulo, que frequentou por dois anos aos finais de semana (enquanto os colegas farreavam, como é mais comum entre universitários).

Desde o ano 2000 se submeteu a apitar Campeonato Paulista Sub-15, Sub-17 e séries estaduais inferiores até chegar à Série A1, o Paulistão pra valer, e depois à Série A do Brasileiro. Aos finais de semana, sem ter carteira assinada, deixa mulher e filhos em Juiz de Fora para ganhar o pão, que pra ele tem gosto de sonho. De sonho realizado.

Em 2011, pelo seu esforço, foi elevado à categoria de árbitro auxiliar da Fifa. Aí vieram a Copa Sul-Americana, Libertadores da América, Eliminatórias da Copa, Mundial Sub-17, Mundial de Clubes.

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Agora, Van Gasse, que não é juiz-forano mas escolheu a cidade para viver, vai à Copa. E já que a Copa não vem a Juiz de Fora, que fique a lição de obstinação, planejamento, foco e profissionalismo.

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