Ícone do site Tribuna de Minas

Aparentemente, nem tão hard news

fluxfla by Fluminense
PUBLICIDADE

Relembremos as principais notícias do glorioso Campeonato Carioca no último mês. Dezessete de junho de 2020: “Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro anuncia a volta do Estadual.” Dezoito de junho: “Flamengo vence Bangu e vai à semi na volta do futebol com silêncio no Rio.” Vinte do mesmo mês: “Dois dias após volta, Crivella decreta a suspensão do Campeonato Carioca.” Dia 24 último: “Vigilância Sanitária encontra 11 infrações nos CTs de Botafogo, Fluminense e Vasco.”

Seguimos em junho, 26: “Nenê testa positivo para Covid-19 e está fora do Campeonato Carioca”. Vinte e quatro horas depois: “Recuperado de Covid-19, Nenê refaz exame, testa negativo e volta aos treinos no Fluminense” e “Prefeitura muda planejamento inicial e libera jogos com público no Rio a partir de 10 de julho.” Vamos a 28/06: “Horas antes de jogo, Volta Redonda afasta três atletas por Covid-19.” Prometo, estou terminando. Nove de julho: “Prefeitura do Rio decide adiar público nos jogos de futebol, diz Marcelo Crivella”. Domingo passado: “Wellington Silva, do Fluminense, testa positivo para coronavírus e é afastado da final do Carioca”.

Leitura pesada, não acha? Só mais um exemplo, de forma resumida. Três dias após o retorno do Campeonato Catarinense: “JEC (Joinville) e Criciúma confirmam casos de coronavírus entre jogadores e membros da comissão técnica.” Na segunda: “Com 14 contaminados por coronavírus, Chapecoense fará sétima testagem no elenco” e “Figueirense anuncia mais dois jogadores infectados com o novo coronavírus”. E como fica o espetacular Estadual? “Governo suspende Campeonato Catarinense por duas semanas”.

PUBLICIDADE

Mas negligenciando todas estas notícias, as federações de outros estados parecem não entender tais acontecimentos como péssimos exemplos. O Cearense já voltou. Na próxima semana, teremos de volta o Paulistão e o Gaúcho, dois dos mais importantes do país. E dia 26 vem um Campeonato Mineiro com diversas atrações, como equipes sub-20 podendo atuar contra times que precisam de resultados para sobreviver na elite ou mesmo conseguir uma vaga nas semifinais do torneio. Ah, em locais indefinidos e no programado pico pandêmico. Não tenho o dom de prever o futuro, mas leio notícias e os roteiros de retomadas têm sido bem claros.

Só me resta rezar e torcer para estar errado, com a força que jamais usei para apoiar um time de futebol.

Sair da versão mobile