Em visita a Juiz de Fora ontem, o ex-nadador Gustavo Borges fez a festa de cerca de 50 crianças. Na Academia Mergulho, escola de natação credenciada ao ensino do esporte através do método desenvolvido pelo vice-campeão olímpico dos 100m livre na Olimpíada de Barcelona, em 1992, e nos 200m livre no Jogos de Atlanta, em 1996, o hoje empresário, em clima descontraído, brincou com os presentes e fez o que mais sabe: caiu na água para nadar.
Antes de vestir sunga e touca, porém, Gustavo fez charme e brincadeiras com os pais presentes à festa, que comemorou um ano da implantação do método de Borges. Não vou nadar hoje. Estou cansado, o avião não desceu em Juiz de Fora, tive de ir para o Rio de Janeiro, pegar um carro para chegar. Só entro na piscina se vocês forem comigo, disse o ex-nadador, antes de ser ovacionado por um coro alegre das crianças. Mas, vou avisando, vou nadar os quatro estilos e estabeleço sempre o recorde da piscina, completou.
Quando caiu na água, mostrou aos presentes a classe de sempre ao nadar crawl, costas, peito e borboleta. E causou frisson ao partir para fazer o menor tempo já registrado na piscina de 20m do local. No fim, a cronometragem oficial do evento anunciou 10s, mas o ex-nadador contestou. Foi 8s, disse Gustavo da água.
Futuro promissor
Como grande nome do esporte nacional, Gustavo diz estar acompanhando os preparativos do país para os próximos grandes eventos esportivos que aportarão por aqui. Estou acompanhando como um cidadão comum. Acho que estamos indo em um caminho certo no que diz respeito à Olimpíada. Já para a Copa de 2014, as coisas têm que ser aceleradas, acredita Borges.
Quanto ao futuro da natação brasileira, o medalhista olímpico quer que o bom momento seja aproveitado para evolução e acredita que muito ainda vai acontecer até os Jogos do Brasil. Quando você tem ídolos como o César (Cielo, nadador do Flamengo) e como foi meu caso, o impulso é maior. O que precisa é aproveitar essa onda em prol do desenvolvimento do esporte. Acredito que o César ainda será um grande nome, mas temos que olhar também os atletas que vêm dando bons resultados na base para mesclá-los com quem já está estabelecido no cenário mundial atualmente, disse.
