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Os pés pelas mãos

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Punições e emoções

Lamentável o que aconteceu na decisão da Copa Sul-Americana na última quarta-feira, no Morumbi. Uma coleção de erros de ambas as partes. Primeiro, do time argentino, esse tal Tigre, que ninguém nunca havia ouvido falar. Não quiseram jogar futebol na primeira partida, em La Bombonera, nem no jogo de volta, em São Paulo. Enquanto os hermanos acharem que só catimba é o suficiente, os brasileiros vão deitar o cabelo nos embates entre clubes dos dois países. O outro erro, não menos truculento, foi da parte dos seguranças do clube paulista. Tais prestadores são contratados para garantir segurança de todos os envolvidos, não para distribuir sopapos em visitantes mais exaltados.

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Se a baderna não tira o brilho da conquista – os são-paulinos são, sim, campeões de fato mesmo que a partida tenha sido finalizada sem a disputa do segundo tempo -, no meu entender, o entrevero é razão para punições distintas para os dois clubes. O Tigre deveria ser suspenso de competições internacionais por se recusar a voltar ao gramado, e o São Paulo, ser punido com multa e a perda de mando de campo pela atitude intolerante dos profissionais envolvidos na confusão. Medidas simples – e duras – que colocariam um ponto final em qualquer discussão.

Enquanto a bagunça reina por aqui, o outro lado da moeda é a festa incrível que os corintianos realizam no Mundial do Japão. Independente de paixão clubística, é esse tipo de manifestação que eu gostaria de ver sempre no futebol. Em Toyota, 30 mil corintianos fizeram do estádio local um Pacaembu, em uma festa bonita e sem nenhum tipo de problema com os seguranças orientais. Estou curioso para ver a movimentação da Fiel no domingo, que promete ser mais bonita e mais sofrida, porém não menos apaixonada.

Mas, se por aqui o São Paulo mereceu ser campeão na bola, o Corinthians vai ter que evoluir dentro das quatro linhas se quiser garantir o bi mundial. Tite pensa em modificações. Tornar o time mais rápido. Acredito que este pode ser o caminho, com Romarinho no lugar de Douglas. O fato é que o Chelsea tem mais estrelas, jogadores titulares em suas respectivas seleções nacionais. O Timão tem conjunto. Se isso prevalecer na forma de um futebol compacto e veloz na saída de bola, a vitória em campo fica mais palpável, pois, nas arquibancadas, a Fiel já ganhou de goleada.

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