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Papo de gandula AGORA, O FUTURO

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Caros e caras, a primeira vitória do Tupi na Série C do Brasileiro aconteceu e, o que se descortina à frente da equipe de Juiz de Fora é o futuro. A primeira missão é deixar a zona de rebaixamento, colocando-se de vez em uma zona intermediária da classificação que hoje já parece bem mais próxima para o Carijó do que há três rodadas atrás. Depois disso, é pensar em lutar por um lugar entre os quatro primeiros. Mas sem apressar as coisas. São planos a serem cumpridos em onze partidas – duas pelo turno e nove pelo returno -, um Campeonato Mineiro inteiro, por exemplo.

Para esse futuro melhor acontecer, é bom não ficarmos satisfeitos, mesmo com a vitória. Tudo bem, os pontos positivos têm que ser exaltados, mas não se pode tapar os olhos à falhas cometidas. O time, como já vinha fazendo, demonstrou vontade do início ao fim e, desta vez, teve calma para colocar em campo sua qualidade. Seguro na defesa, o Carijó não passou grandes sustos. Destaco dois momentos da partida – além, é claro, dos gols do zagueiro Silvio e do atacante Cassiano – quando o Tupi era pressionado.

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O primeiro é a atuação do volante Léo Salino, para mim, o melhor em campo. Do primeiro até os 30 minutos do segundo tempo, pareceu jogar sozinho no meio de campo carijó. Com a armação de ataques do Tupi desarticulada – mais uma vez, o camisa 10 Michel Cury esteve pouco inspirado e não conseguiu fugir da forte marcação do Brasiliense – Salino marcou e até tentou levar o time à frente, um verdadeiro leão.

Na reta final da segunda etapa veio o outro momento importante. Percebendo que o Tupi já não saía mais para o jogo, o técnico Felipe Surian mexeu no esquema, colocando em campo o volante Assis na lateral-direita e passando o atacante Henrique, que entrara pouco antes para atuar aberto na esquerda. Completou a mexida colocando Cassiano na vaga de Ademilson. O Carijó passou a atuar em duas linha de quatro jogadores, tendo mais atrás Assis, Silvio, Wesley Ladeira e Fabrício Soares; e, à frente deles, Alex Travassos, Léo Salino, George e Henrique, com Allan e Cassiano fugindo na velocidade. A troca matou o Brasiliense, e o gol surgiu de uma escapada de Alex pela direita que acabou gerando o escanteio batido na cabeça de Cassiano, que decretou a vitória.

Mesmo comemorando o primeiro triunfo e as alternativas mostradas pelo elenco, o técnico Felipe Surian deve estar atento pelo menos a duas situações: o rendimento de Cury e do atacante Fabinho. Ambos têm qualidade, o primeiro já demonstrou isso em dois Mineiros com a camisa do Tupi, e o segundo foi destaque nos treinos preparatórios para a Terceirona e fez um bom início de competição. Mas os dois hoje estão aquém do que podem produzir. Sem boas atuações deles, o Carijó perde uma grande alternativa de ataques pela esquerda e fica quase totalmente acéfalo no meio de campo. É hora de dar uma virada nessa situação. Afinal, se quiser ter um futuro feliz, o time de Juiz de Fora precisa de todas as suas peças em ponto de bala.

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