O Tupi viveu mais um fim de semana para ser esquecido. Depois de uma sexta-feira,13, de sustos, assalto e revólveres em Santa Terezinha, a equipe foi ao Rio de Janeiro, ontem à tarde, para tentar recuperar o prejuízo. Não aquele causado pela perda de cerca de R$ 70 mil levados do clube por assaltantes na noite de sexta, mas dentro de campo, em busca de seus primeiros pontos na Série C do Campeonato Brasileiro, contra o Madureira. No Estádio Aniceto Moscoso, o Carijó fez sua melhor apresentação na competição, principalmente na etapa inicial, quando teve bom domínio das ações. Mesmo assim, foi muito pouco. O castigo veio na etapa final pelos pés do atacante Derley, que decretou a vitória dos donos da casa, 1 a 0, e garantiu o aproveitamento 100% da equipe carioca, no topo da tabela do grupo B da Terceira Divisão nacional. Os juiz-foranos seguem na lanterna.
O primeiro tempo começou tímido, com as duas equipes mostrando pouca objetividade. Com o passar dos minutos, o Tupi foi se soltando, ficando mais à vontade na casa do adversário. Mesmo esporádicas, boas chances carijós surgiram na etapa inicial, as principais delas com o lateral-direito Alex e os meias Michel Cury e Allan.
Mas o imaginário coletivo rege: quem não faz, leva. Na etapa final, a equipe do Madureira voltou melhor e reequilibrou o jogo. Aos 22 minutos, após bom ataque juiz-forano, os cariocas encaixaram um bom contra-ataque. O meia Rodrigo Souza colocou a bola na área e Derley apareceu para escorar e dar números finais ao confronto.
Nada é tão ruim que não possa piorar. Próximo dos 40 minutos do segundo tempo, um tiroteio tomou conta dos arredores do estádio e trouxe tensão para torcedores, jogadores e imprensa. A partida chegou a ser paralisada por alguns minutos. Após o apito final, sob fogo cruzado, o técnico do Tupi, Moacir Júnior, colocou seu cargo à disposição da diretoria. " No futebol, existem momentos complicados. Sou um vencedor. Já consegui reverter situações adversas no Tupi. Depois de um Mineiro maravilhoso, muitas coisas estão acontecendo. Se o presidente achar que uma troca no comando técnico é necessária, isso pode acontecer. Alguma coisa tem que ser feita e, infelizmente, isso é uma tradição no futebol brasileiro. Tem que olhar o lado do Tupi, deixo o presidente à vontade."
Em um primeiro momento, o vice-presidente de futebol do clube, Cloves Santos, descarou qualquer possibilidade de mudança na comissão técnica.
