Assim como fez no feminino, o Instituto Metodista Granbery venceu ontem o Colégio dos Jesuítas, que jogava em seu ginásio, e ficou com o título da categoria infantil masculino do vôlei nos Jogos Intercolegiais 2011. A partida decisiva terminou em 2 sets a 0 para os granberienses, com parciais de 25/16 e 25/15.
Repetindo as meninas do colégio, o resultado de ontem também deu o direito aos garotos do Granbery de representar Juiz de Fora na fase final dos Jogos Escolares de Minas Gerais (Jemg), em agosto, na cidade. As próximas partidas que podem definir os títulos da categoria juvenil, tanto no masculino quanto no feminino, do vôlei estão previstas para o dia 27 de maio.
O início de jogo ontem foi nervoso, com muitos erros de parte a parte. Assim, a liderança se alternou nos primeiros pontos. Mas, aos poucos, o Granbery melhorou no aproveitamento de ataque, enquanto o Jesuítas não conseguia colocar as bolas no chão, mesmo após boas defesas. Os granberienses abriram vantagem no meio do set. A diferença deu a tranqüilidade que o time precisava para fechar a parcial em 25 a 16.
No segundo set, o Jesuítas perdeu um de seus jogadores, Charbel, por contusão, mas nem a derrota na primeira parcial nem a ausência de um de seus atletas desanimou os donos da casa, que mantiveram o equilíbrio no início. Após o Granbery conseguir abrir uma pequena vantagem, os adversários se reequilibraram e endureceram o jogo. Mas, à frente no placar, os granberienses souberam controlar a reação e fecharam o set em 25 a 15, e o jogo, em 2 a 0.
Minas, são muitas. Porém, poucos são aqueles que conhecem as mil faces das Gerais. Foi assim que ensinou João Guimarães Rosa. Não sei quem foi, mas não é mineiro o autor da ideia de se resolver os conflitos extracampo de cruzeirenses e atleticanos com a imposição de jogos com torcida única. Aliás, não faz bem para montanhês algum e também para nenhum outro povo o predomínio da torcida única, do partido único, do mandamento único. Fomos, os brasileiros, concebidos na diversidade. É aí que mora nossa beleza mais sublime. Por isso nos enfeia tanto o deputado Jair Bolsonaro.
Aqui, na redação desta Tribuna de Minas, há de tudo um pouco. Flamenguistas, botafoguenses, tricolores e vascaínos, nessa ordem, temos aos montes. Cruzeirenses e atleticanos também existem por aqui. Até corintianos recebemos alguns exemplares recentemente. Em se tratando da disputa doméstica, há carijós, periquitos e leões. Saindo das quatro linhas e pegando estrada, temos jornalistas de Ubá, Santos Dumont, Guarani, Três Rios e Rio Espera. Diversidade ideológica, então, nem se fala. Convivemos umas seis horas diárias e, pasmem, nunca nos entendemos, mas dificilmente nos desentendemos.
É mesmo assim. Ninguém espera que, após um Cruzeiro e Atlético, independentemente do vencedor, a grande maioria dos torcedores vá para um boteco discutir amigavelmente os equívocos do juiz, embora isso ocorra em menor escala. Também é inconcebível que a cada confronto da Raposa com o Galo alguém seja executado covardemente. Quando isso acontece, e lamentavelmente isso já aconteceu, é caso de polícia, pois não se trata de torcedor, mas de bandido. O que não pode é essa meia dúzia de babacas forçar milhares de apaixonados por futebol a ficar em casa durante os clássicos. Não podiam ter inventado coisa mais sem graça.
