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Nada no balaio

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Larissa Riquelme

Um dia o Romário aportou em Juiz de Fora. Estava em busca do milésimo gol e encontrou no Tupi um caminho possível. Pouco tempo depois, por conta da burocracia do futebol, ele foi impedido de entrar em campo. Oficialmente, não disputou uma só partida pelo Carijó. Mas o estrago havia sido feito. Jornais do mundo inteiro ficaram sabendo da possível contratação do craque da Copa de 1994 por um certo Tupi. No fundo talvez tenha sido esse o propósito da controversa passagem de Romário por Santa Terezinha, o que, diga-se de passagem, foi genial.

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Ter uma estrela da magnitude de Romário atuando em um clube do interior é prerrogativa para poucos. É mais ou menos como acontece com a Copa Bahamas. Não raro, quando chegam as fases decisivas da competição, muitos times recorrem a jogadores do Tupi e de outros times da região. Guardadas as devidas proporções, o time daquele bairro acaba ganhando certa projeção. Embora no caso da Copa Bahamas, o objetivo seja, de fato, fortalecer a equipe e não apenas chamar atenção. De qualquer forma, vale a estratégia.

Acontece também muitas vezes de um determinado jogador, por motivos pessoais, abrir mão de suas prerrogativas de craque e aceitar a jogar em clubes menos prestigiados. Richarlyson quando foi para o Atlético-MG afirmou que pesou em sua decisão o fato de poder jogar ao lado do volante Zé Luís. Montillo recusou uma proposta milionária da Rússia para manter sua família no clima ameno de Belo Horizonte. E nessa onda boa parte dos torcedores carijós espera um dia contar com o campeão brasileiro Andrade no comando da equipe.

Não foi nenhum motivo pessoal, no entanto, que levou a paraguaia Larissa Riquelme a vestir a camisa do América-PE. Na verdade, ela nem conhecia Pernambuco até receber o convite para lançar os novos uniformes do pequeno clube do Recife, dono de seis títulos pernambucanos (conquistados em 1918/19, 1921/22, 1927 e 1944). Mas o resultado de sua passagem pelo clube foi maior que o esperado. O América-PE termina a semana mais conhecido que o Tupi por onde passou um dia Romário. Afinal, Larissa Riquelme, como cantou a torcida pernambucana, só precisa aprender a dançar frevo. E mais nada.

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