Emoção
Caros e caras, os jogadores do Fluminense tiveram no último domingo a maior emoção desse Campeonato Brasileiro. Não, eu não estou falando da conquista da competição, e sim do aperto que a delegação passou por conta de um defeito no trem de pouso do avião fretado para transportar os campeões de Presidente Prudente até o Rio de Janeiro.
Gritaria, batucada, Skol (meio esquisito, já que o patrocinador da festa em terra era a Brahma, parceira do Tricolor e dos demais grandes do Rio) e atletas sem camisa davam o tom quando o comandante avisou que o pouso seria de emergência. Prontamente, todos se empalideceram e foram para seus assentos (alguns até assumiram a posição de impacto) e, imagino eu, todos estavam rezando – nessa hora, mesmo quem não é de religião se apega ao santo. Mas tudo não passou de um susto mesmo, o que torna a história bastante engraçada.
E só assim mesmo para ter alguma emoção nessa reta final de campeonato para o Flu. Depois que assumiu a ponta lá na rodada vinte-e-poucos, o Tricolor só fez voar em céu de brigadeiro. Seguro com suas goleadas de 1 a 0, tendo um goleiro com um diabo no corpo e um artilheiro com três, o time foi capaz até de superar a insistência de Abel Braga em colocar o Diguinho em campo sempre. No meio disso tudo, revelou (e já vendeu) valores, consolidou atletas jovens e nem precisou do Deco. Merecido título de um clube que deixou seus dias negros para trás e vislumbra futuro tão ou mais vitorioso como os últimos anos. Pelo menos enquanto o Celso Barros estiver por aí.
