Apela pra Santa Antônio
Santo Antônio, também conhecido localmente como Santo Antônio Fujão, padroeiro de Juiz de Fora, morreu moço. Algo entre 36 e 40 anos – em 1231 tal precisão era irrelevante. Mas, enquanto esteve vivo, foi do balacobaco. O pessoal hoje iria chamá-lo de sinistrão, porque o homem era realmente da pesada. A lista de milagres do religioso português, que morreu em Pádua, na Itália, é enorme. Chamar o taumaturgo de santo casamenteiro é subestimá-lo. No rol de feitos miraculosos figura um famoso, retratado em uma obra célebre de Ticiano: a cura do pé de um amputado.
Para quem remendou um sujeito dessa maneira, botar o pé de jogador de futebol na forma deve ser fichinha. Então, aos devotos de Santo Antônio que também são fãs da Seleção Brasileira, recomendo aproveitarem o dia de hoje para, entre seus pedidos, lembrarem por último dos jogadores do Felipão. Alguns estão meio que amputados de futebol. Os pés estão lá, só não andam obedecendo muito bem. Nem os do Neymar, que já provaram um montão de vezes que são, eles próprios, capazes de pequenos milagres. Ronaldo Angelim que o diga.
Mas nessa Copa das Confederações aí, embora a Espanha pareça estar reduzindo a marcha, a Itália esteja jogando uma bolinha mixurca e o Uruguai venha caminhando meio tropegamente nas Eliminatórias – e ainda tem Japão, México… – , sem intervenção do além vai ficar muito difícil levantar o caneco.
