Emoção distante
A sexta-feira 13 parece atrasada. No futebol, a bruxa está solta há tempos. Tragédia coletiva na Libertadores, quedas impensáveis na Copa do Brasil. Apenas Coritiba e Santos sonham com um semestre perfeito. Os fantasmas se divertem. Mudanças nas prioridades. De última hora, os estaduais viraram muletas desejadas.
Emoção garantida em São Paulo, Minas Gerais e Rio Grande do Sul. Destas decisões, a do Paulistão promete. Santos e Corinthians chegam em igualdade, pelo menos no regulamento. Mesmo sem Ganso, o Peixe é mais forte, com Elano, Neymar e a Vila a seu favor. Em tese. O corintiano gosta do estigma do improvável e encarna suas esperanças em Liedson.
Nos Pampas e nas Alterosas, quem venceu a primeira é favorito. Mesmo com a arquibancada ao seu lado, o Cruzeiro corre por fora. Parece ter perdido o brilho, ofuscado pelo destempero de Cuca e a ausência de Montillo. Tem mais futebol, mas a vantagem do Galo deve pesar. O mesmo no Gre-Nal. O triunfo na ida devolveu ao Tricolor contornos de imortalidade. No Olímpico, o Colorado é o azarão. Tem mais bola, porém…
Enquanto alguns buscam conforto nos estaduais, as esquinas e bares de Juiz de Fora viverão um domingo de cão vadio. Sem alma. O ensejado regulamento do Carioca, que privilegia a emoção, deu água. Parou na competência do Fla nas penalidades. Para muitos, a dúvida será contra quem torcer.
