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Papo de gandula: curiosidades de um jogo perdido

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Caros e caras, desde que fiquei sabendo que o confronto Tombense x Tricordiano seria realizado em Juiz de Fora falei para todos na redação desta Tribuna que não me perdoaria se perdesse o embate entre o último e o penúltimo colocados no grupo B do Módulo II do Mineiro – mais conhecido como Segundona de Minas. Um desses jogos perdidos, que poucos têm a coragem de testemunhar. Pois bem, fui.

Assim que entrei no Mário Helênio – pagando ingresso, ok -, recebi a notícia de que era o 17º torcedor a passar pela única roleta disponível. Ao todo, 12 policiais garantiam a tranqulidade do espetáculo. Àquela altura, achava um exagero, mas o público cresceu para 27 presentes e 26 pagantes – infelizmente, não consegui achar o único a dar a carteirada. Aí, com pouco mais de dois torcedores por PM, achei bom o efetivo.

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Nas arquibancadas, encontrei um torcedor com a camisa de uma torcida organizada do extinto time profissional do Sport, solitário, no lado oposto das cabines, torcendo pelo Tricordiano. Também no meio dos 27, fãs do Tupi que foram ao delírio ao ver o técnico Moacir Júnior na arquibancada, mas piraram mesmo com a chegada do atacante Ademilson.

Antes da bola rolar, os dois times entraram em campo com uniformes muito parecidos. A pergunta surgiu: quem troca? Chegou-se à conclusão de que era o visitante. Mas os dois clubes não eram visitantes? Bom, o Tricordiano foi novamente ao vestiário e voltou de branco. O fato causou confusão, pelo menos para um torcedor do Tupi que estava querendo torcer pelo Tombense. Com a partida já iniciada, ele perguntou a um colega que time era qual. O amigo – mais da onça do que de nosso personagem – respondeu: o Tombense é o de branco. Resultado: o enganado passou quase 20 minutos torcendo para a equipe errada. Só percebeu quando o Tombense, de vermelho, abriu o placar e seus fãs, em maioria no Municipal, vibraram.

O jogo em si não foi nada bom, mas provou que, até mesmo no mais horripilante brejo, lindas flores podem desabrochar. Para amenizar o festival de passes errados, lançamentos sem propósito e finalizações toscas, os gols foram lindos. O meia do Tombense Alix abriu o placar com um chute de longe de rara felicidade, no ângulo, no primeiro tempo. Já o volante Binho, do Tricordiano, empatou na segunda etapa pegando forte, cruzado, entrando na área pela direita. Acabei achando uma pena os dois gols, pois uma partida deste naipe merecia um 0 a 0 para ficar perfeita.

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