
Clinty, Jardel e Hage no bloqueio da UFJF
Depois de derrotar com certa tranquilidade o Londrina/Sercomtel por 3 sets a 1, na noite da última quarta-feira, pela sétima rodada da Superliga Masculina 2011/2012, o time da UFJF encarou ontem um adversário implacável: o mau tempo. Por causa da chuva, o aeroporto londrinense, Governador José Richa, foi fechado ainda pela manhã, e a delegação local não conseguiu embarcar para São Paulo.
Após dois adiamentos de decolagem, a delegação, que havia chegado ao aeroporto de Londrina no meio da manhã, decidiu deixar Londrina, por volta das 17h, e seguir de ônibus até Maringá, cidade localizada a 98km da sede do time do Sercomtel. De lá, a previsão é de que a delegação da UFJF embarcaria em um voo com destino a São Paulo, de onde tomaria outro avião para o Rio de Janeiro e, da Cidade Maravilhosa, retornaria a Juiz de Fora de ônibus, com previsão de chegada no início da madrugada de hoje.
Apesar de encarar com bom humor a maratona de retorno a Juiz de Fora, o técnico Maurício Bara reconheceu que os percalços da viagem de volta terão algum efeito no grupo. "Essa espera e todo o trabalho que estamos tendo para voltar a Juiz de Fora realmente desgastam bastante. Ainda bem que vencemos a partida. Imagine passar por isso tudo ainda com a derrota nas costas? Um estaria matando o outro aqui", brinca o treinador. "Por conta do desgaste, cancelamos o treino de amanhã (hoje) de manhã e só trabalharemos à tarde. O principal objetivo agora passa a ser não o treinamento em si, mas descansar os jogadores física e mentalmente para o confronto com o Medley/Campinas", completou, referindo-se ao jogo de sábado, às 19h, no Ginásio da Faefid.
Entre os melhores
Na vitória sobre o Sercomtel, a UFJF chegou à terceira posição nas estatísticas de bloqueio na Superliga, com 22,34% de aproveitamento, atrás apenas do Vôlei Futuro (25,83%) e do Sada Cruzeiro (23,45%), e à frente de times tradicionais do país como o atual campeão Sesi-SP, o BMG/Montes Claros, o Cimed/Sky e o Vivo/Minas. "Treinamos bastante as situações de defesa, mas não há como negar que o encaixe no bloqueio está acima do esperado. Sinal de que os treinos estão funcionando, e os atletas dando aquele algo mais. Essa estatística também tem por trás um bom trabalho nos saques. Sacamos em um lugar prevendo fazer um tipo de bloqueio, e isso envolve tática e execução de serviços bem apurados. Ficamos felizes e esperamos manter isso", comemora o técnico Maurício Bara.

