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Na orelha da bola

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Parabéns pro Esquerdinha

Hoje é dia de dar parabéns ao Esquerdinha.

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O massagista da Aparecidense ficou famoso da noite pro dia depois da presepada que fez aqui em Juiz de Fora no 7 de setembro. Tem gente falando que foi um ato simbólico no Dia da Independência do Brasil, uma espécie de encarnação do espírito da esculhambação nacional.

Esquerdinha fez muita gente rir. Teve muito mais gente rindo que chorando, então, parabéns pro Esquerdinha. Me disseram que ele até apareceu em noticiário de TV na Alemanha. E que os alemães riram também. Não me surpreende, porque os alemães, como os brasileiros, também gostam de palhaços.

Ao evitar um gol claro, por duas vezes em sequência, o massagista também criou uma grande oportunidade. Aliás, mais de uma. A oportunidade mais imediata é para o Superior Tribunal de Justiça Desportiva, seus eméritos procuradores, sub-procuradores e penduricalhos variados. Os doutores têm a chance de dar uma punição exemplar ao Aparecidense e ao Esquerdinha, e um exemplo de bom senso para a coletividade. É a oportunidade de mostrar que nem sempre tem jeitinho no país do futebol, e que o problema crônico da impunidade tem cura com umas boas injeções de boa vontade na popa.

Outra oportunidade é para a rapaziada da International Board, responsável por regulamentar as regras do futebol – as que se aplicam ao jogo em si e as complementares. Como é que esses caras podem tratar um cidadão desses como um corpo estranho ao jogo? E ninguém está pedindo que prevejam nada: casos assim já aconteceram um monte de vezes nos dois hemisférios. Já pensou se Esquerdinha entra para a história como o estopim que mudou isso tudo? Parabéns pro Esquerdinha.

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PS: e devo fazer o mea culpa após a crítica do senhor Luciano Cruz à chamada redigida por mim na capa da Tribuna do último domingo, Série D vira várzea, que ele considerou preconceituosa e infeliz. Não acompanho a várzea juiz-forana como acompanhava o Ruralzão ubaense – e não que todos os terrões desse Brasilzão sejam exemplo de licitude e sensatez -, mas nem aqui nem acolá me lembro de ter visto tamanha avacalhação.

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